quarta-feira, 14 de março de 2012

Faz hoje um ano...


Faz hoje um ano, que escrevi o meu primeiro texto deste blog...
Faz hoje um ano que nasceu este blog...
Sinto-me feliz, por ter conseguido mantê-lo este tempo... Nunca pensei ter criado tanto.
Às vezes pensava que não poderia ter este blog muito actualizado, porque não iria ter tempo.
Afinal quando o nosso coração quer tem tempo para tudo.
Este blog tem um simbolismo muito grande.
Não começou aqui começou noutro sitio na net. Era verde e amarelo. Passou a ser cor de fogo como eu, sou tanto fogo. Passou a ter cor e muita cor. Passou a chamar-se a minha essência. Passou a ser tanta coisa. A ser tanto de mim. Eu que não queria blogues. Realmente muitas vezes faço juízos precipitados. Vinha à pouco a pensar no comboio, que não conseguiria escrever logo hoje, porque se apoderou de mim um cansaço, e sentia-me adoentada. Mas quando liguei o computador, não consegui desligá-lo sem escrever. Agradecer este ano mágico. Agradecer aos meus amigos, aos meus visitantes, agradecer a Deus, por me ter ajudado a concretizar o meu canto de sossego.
Apetece-me tanto adormecer aqui...
O Freedom foi o grande impulsor de tudo o que me aconteceu durante este ano. Ouvi-o numa aula da Helena e hoje é dia da aula da Helena e vai ser incrível, porque as aulas são sempre incriveis. E desde esse dia nunca mais perdi uma aula de meditação, uma aula que me leva a perceber e a sentir que realmente, nem tudo o que achamos é. Aliás tudo o que achava não era.
Há pouco pensava com alguma tristeza que não iria à aula, porque estou adoentada, mas já me sinto melhor.
Vou... Vou mesmo... Com o coração cheio de luz, projectando a luz que durante este tempo me tem iluminado no projecto. Se hoje falo e escrevo em luz, a Ele o devo... Obrigada Jesus...
Dá-me mais um abraço daqueles que me tens dado, porque sinto que preciso do teu conforto, do teu amor, para poder continuar.
Posso adormecer no teu abraço? Eternamente?
A liberdade que sinto quando me prendes nos teus braços, é tão alta, tão forte, que quero permanecer nela infinitamente aconchegada.
Agora Olinda Cris chegou o momento de te agradecer mais uma vez, o teres escrito Freedom, o teres publicado, o teres permanecido... E vejo-te vir devagarinho juntar-te ao meu abraço apertado com Ele... Olho lá para cima e vejo tanta luz a sorrir.
Agora já posso partir e voltar. Sim depois de vos abraçar.
Obrigada
Lurdes Jóia


As cores do meu blog são uma parte de mim, outra parte dali...

domingo, 11 de março de 2012

A Bola de luz...


P'ra ti Lurdes... Os carneiros têm uma energia... LOL


Ficamos com momentos que nunca se esquecem... Sem apego, sem medo, fica-se a pensar, a reflectir...
Que bom que é existir... Ficam lembranças, momentos, todos imortais...
Mortal só o corpo. A Alma tem uma dimensão, que só mesmo quem sente a alma, lhe pode ver a dimensão do imenso. Hoje foi a despedida, a partida para o lado mais luz, o outro lado em que acredito tanto, da mãe de um amigo. E cada momento representou um ensinamento, um riso, uma lágrima.
Cada lugar é um lugar diferente, depende da sua dimensão.
Como o mundo nos junta e nos afasta... Que bom que é dar aconchego ao corpo já partido e mostrar um caminho de luz à alma, o seu caminho original.
Repousou na paisagem mais bela do céu, com uma leveza que se sentiu voar.
Que bom que é sentirmos uma ternura no coração e depois repousar esperando um outro momento de morte e de vida, de partida e chegada. Fazem-se as malas, e despedimos-nos e nesse momento de mãos vazias já estamos a chegar. Voltar a casa e ficar. Novamente ser estrela brilhante e esperando a condicionante no céu. A combinação sagrada e voltar a caminhar na estrada da vida e voltar o reencontro.
Um segredo por desvendar mas que me faz acreditar que esses segredos são os mais preciosos dentro de nós.
Descalço os sapatos que nunca calcei, caminho de mãos dadas contigo e acordo num momento, noutra vida já vivido.
Que bom que é poder ter um amigos, vários e partilhar que cada lágrima é um desenlace de um nó que acabamos por dar.
Partiu sem partir. Ficou sem ficar, ondulando serenamente entre a terra e o mar.

E não me calei com a Oração do Santo Agostinho, falei nela e ela apareceu no meu caminho, e caminhou, caminhou e culminou no cimo daquela serra tão bela e tão perto do céu...

Se me amas não chores

Se conhecesses o mistério imenso do céu
onde agora vivo,este horizonte sem fim,
esta luz que tudo reveste e penetra,
não chorarias,se me amas!
Estou já absorvido no encanto de Deus,
na sua infindável beleza.
Permanece em mim o teu amor,uma
enorme ternura que nem tu consegues
imaginar.
Vivo num alegria puríssima.
Nas angústias do tempo pensa nesta casa
onde um dia estaremos reunidos para al´me
da morte,matando a sede na fonte
inesgotável da alegria e do amor infinito.
Não chores,se verdadeiramente me amas!

Santo Agostinho

quarta-feira, 7 de março de 2012

Um ano de FREEDOM...

FAZ UM ANO QUE COMENTEI O FREEDOM...Anónimo

Faz hoje um ano que fiz o meu primeiro comentário ao blog da Cris... Desde esse dia nunca mais parei de escrever. Deixo aqui o meu comentário e a resposta da Olinda Cris, eu era a anónima...
Obrigada Olinda por me teres ensinado tanto e acima de tudo ajudado... Hoje felizmente somos amigas... Estou tão feliz...
Se tenho este blog a ti o devo...

Anónimo disse...

Ainda nem sei bem como vim aqui parar… (ou melhor até sei, lá estou eu de novo a fugir!)
Nada acontece por acaso, tudo tem um propósito…
Estas palavras irradiam luz, entrega, fé, … e digo isto do fundo do coração, porque foi o que senti, um calorzinho libertador, quando ouvi este texto, na meditação de quarta…
A fé abre o canal. O seu texto libertou-me, abriu as minhas asas e fez-me voar para além do controle, aquele que tantas vezes temi perder, aquele que muitas vezes me afastou da luz.
Mas senti que aqui aprendi a voar, guiada pela luz dele…
Eu que adoro escrever, que sempre escrevi, senti a minha essência brilhar e crescer e de repente dei por mim, aqui … a voar, a voar… a sonhar…
Obrigada por ter deixado este rasto tão forte de luz… E como Jesus diz: “A melhor maneira de te conectares com o céu é viveres o momento presente. Este momento único, que quando passa, não volta mais.”
“Vive o agora, este momento, e receberás a verdadeira inspiração para seres quem és.”
Obrigada por partilhar, e dei por mim de olhos fechados, a flutuar devagarinho, muito devagarinho, e senti o meu coração vibrar, escutei a sua voz e apenas me dizia: A liberdade é seres tu própria, sem máscaras, sem medo, escreve à Olinda, e expressa o que sentiste, este momento foi único e por isso aqui ficou este registo.
“ A Liberdade é mágica”...

7 de Março de 2011 19:09

Respostas:

Cris disse...

Estou muito feliz por ter gostado! Ao mesmo tempo, intrigada...intrigadíssima, porque quando o texto foi lido na aula não foi dito que era meu...E como é que veio aqui parar, de facto intriga-me...Mas o que interessa é que estou a ler o seu testemunho, que me deixa mesmo muito feliz! Sobretudo porque
o entendo como um sinal para alargar este blog, que só tinha dado a conhecer a alguns amigos...E como não há acasos... Obrigada, e mesmo não sabendo quem é, gosto de si!

13 de Março de 2011 01:28

Blogger Cris disse...

Estou aqui a pensar como é curioso que tenha escrito que a liberdade é sermos nós próprias, sem máscaras, sem medos...e que por isso me escreveu...Na verdade eu estava à espera de um sinal para divulgar mais este blog, e tinha previsto que esse sinal seria receber um comentário de alguem a quem eu não tivesse mostrado o blog...que é o seu caso, aliás nem sei quem é...O que quer dizer que o sinal para eu me expôr mais, retirar mais máscaras, e enfrentar mais medos, através da divulgação do blog,não podia ser mais claro!...Obrigada!

13 de Março de 2011 01:56

E a Olinda Cris abriu e divulgou o seu BLOG...


http://olindacris.blogspot.com/

O Ser em mim...

Esse especial foi uma coisa linda de se ver. precisa virar dvd urgente!! Foi um deleite do começo ao fim. Se Gil e Caetano juntos já são um arraso, imagina com o talento, linda voz e astral de Ivete; era a cereja do bolo que faltava.
(nada acontece por acaso, faz hoje 1 ano que pela primeira vez comentei um blog, que tem um texto, que também termina assim, Freedom, da Olinda Cris).

Em criança cresci. Interessante parece que ao nascer fui muralhada, deixada acorrentar por seres, tabus e por mim. Não acreditando que podia ser livre e crescer assim.
Sentia um contraste, um conflito, que se foi intensificando. Não compreendia o porquê do dinheiro, porque se chorava de dor se a dor era criada por nós. Porque não se buscava a felicidade?
Todos nascemos diferentes, nunca percebi porque nos denominavam de iguais.
Imaginava um mundo pleno de liberdade, sem julgamentos, completamente absurdo de tanta liberdade se gastar. Este era o meu mundo interior.
Nunca pude exprimir o que sentia, apenas vivia com tanto dentro de mim. Quando tudo não se concretizava, comecei a ficar baralhada, achando-me completamente louca, insegura de tanto que vivenciava em mim.
Havia uma força interior que me foi desactivada ao longo dos anos.
Não queria viver em sociedade, aquela em que fui integrada. Queria que o mundo fosse uma elite de seres iguais a mim, livres. Completamente enobrecidos por uma imaginação e mundo interiores cheios de luz.
Logo à nascença percebi que existiam três mundos:
Um mundo do céu.
Um mundo da luz.
Um mundo das sombras e das trevas.
O mundo do céu era o que percebia melhor, o que encaixava em mim plenamente. Só que não podia ser, não era merecedora de tanto.
O mesmo acontecia com o mundo da luz, que na verdade mais próximo de mim, imaginava-o aqui na terra, mas não podia viver nele. Porque ao mesmo tempo, formavam-se dentro de mim emoções de violência e raiva, principalmente quando contrariada.
Por tudo isto optava pelo das sombras, o outro lado de mim, o lado mais triste, mais bloqueado, porque nunca foi o desejado, mas o que estava mais à mão. Oferecia-se gratuitamente, prometendo-me a liberdade e tudo o mais. Principalmente o aceitar que se controle o ser, o mundo em que ganhámos um puro poder, e só depois de passar tudo isto, seria merecedora da luz.
Até sempre vivi assim. Comecei a achar-me doente, sempre muito diferente. Temia ao mesmo tempo o próprio ser humano. Pois se construía dentro de mim pensamentos tão intensos e tão descontrolados, não poderia acreditar em mais nada, a não ser nisso mesmo.
Sonhava com a partida forçada para o mundo do céu, acolhedor, brilhante. Sentia-o tão bem e conhecia-o anteriormente, há muitos séculos atrás.
Mas tudo tem o seu tempo, tudo tem um propósito. O meu foi chegar até aqui e permanecer numa busca constante. Espreitando e vivenciando cada brecha de luz. Nunca perdi a esperança de encontrar o mundo que sentia e vivia desde pequena.
Encontrei a porta e de vez em quando abro-a, espreito e entro por um momento. Fecho os olhos e sinto uma paz incrível.
Nessa porta está um caminho que me pertence, sei qual é, mas ainda tenho que me preparar um bocadinho para poder segui-lo.
Nesse caminho esperam-me outros seres que já sabiam que os ía encontrar. Estou a angariar coragem para deixar tudo e levar alguns comigo. São sonhos que se concretizam quando menos esperamos.

O Nunca mais é agora, transformado na magia de seguir...

terça-feira, 6 de março de 2012

Heaven...


Onde andas?
Quando voltas?
Apetece-te voar
Subires e retornares
Trazeres raios de luz
Que colheste e coloriste
Quando subiste e voltaste
Podias voltar lá acima
Levares um pouco daqui
Do cinzento que teimam em deixar
Levavas nas tuas asas
Nos teus braços
Levavas no teu coração...
Adormecias numa nuvem bem leve
Bem cuidada
Daquelas que sempre te deixavas levar
E lá ías...
Quando chegasse o momento de fusão
De gratidão ao céu
Abrias o teu coração
Abrias os teus braços
Recolhias as tuas asas
Numa troca alquímica
Deixavas a energia lá bem de cima inundar-te o coração
Prender-se nos teus braços
Nas asas trazeres a magia
A alegria
Que acabaste de conhecer
Devagarinho
Voltavas pelo mesmo caminho
Trazendo um mundo imenso de luz
Um mundo imenso de Sol
Uma bola gigante expansivel
Cheia de energia Dele
Sem vestigios de dor
Sem estar pregado naquela cruz
Porque se deixou expandir
Acabou por nos legar a verdadeira mensagem
Profética...
A mensagem celestial
Nada é perfeito
Tudo é merecido
Devolvido
Para ser vivido e resolvido
E não voltar a vibrar
No mesmo tom
No mesmo ritmo...
Apenas flutuar no mar
Levando a vela como guia
Protecção
Por trás duma vigia
O outro lado do céu
Aquele que senti e vi
Tantos dias...
Tanto tempo
Para acabar escondida e mergulhada na luz.

segunda-feira, 5 de março de 2012

New Soul...


Às vezes precisamos retirar-nos de rotinas, para centrar a nossa energia. É isso que vou fazer durante uns tempos. Não irei sair para lado nenhum, não irei fugir de nada, irei apenas tentando escrever e relembrar momentos que vou vivendo. Mas a minha forma de estar vai ser mais equilibrada. Tenho essa necessidade intrínseca, guiada por uma intuição muito forte. Descansa e afasta-te das rotinas. E pronto vou afastar-me. Estarei aqui... porque não é uma rotina escrever, escrever para mim, é trazer aos poucos os sinais que me habitam, fazê-los sorrir, fazê-los transbordar, para não os recalcar e deixá-los fluir. Tudo o que recalcamos, tudo o que "reguardamos" vezes sem conta, sem resolvermos, bloqueia-nos a energia. Chama-se na Medicina Tradicional Chinesa estagnação ou estase. Poderia explicar esse mecanismo, mas tornar-se-ía maçudo. E não quero falar em doenças, não quero falar de desequilíbrios, antes pelo contrário, quero falar na felicidade que buscamos internamente. Não é ter tudo bom (desculpem o juízo de valor) à nossa volta, é termos o que nos ajuda a evoluir, a mudar, a perceber o que precisamos trabalhar, para dar cor à alma.
Ontem senti-me no céu... O mesmo quer dizer que me senti muito bem mesmo. Uma vontade incrível, de agradecer ao próprio céu, o ter-me dado o que deu.
Vemos pessoas tão espirituais, tão espirituais, mas só o são muitas vezes para agradar a si próprias. Espiritual quando apetece... Que é isso? É o que é... São escolhas, caminhos.
O meu caminho é ter os amigos, a família, ter tudo sem ambicionar nada. Ser o que sou, mesmo sem nada económico. O dinheiro, a ganancia, não são valores espirituais, são valores materiais, que nunca misturo com nada. Não existe a perfeição, existe o que existe.
Que me importa o resto, sei que me sinto vibrar por uma imensidão enorme.
Estou feliz, e cada vez tenho menos, mas tenho tanto de outra forma. Quero ir e vou...
Vou dar encanto, alimentar esta minha nova alma...
Adeus... Tenho que ir a correr, para não perder esta maravilhosa intenção...


quinta-feira, 1 de março de 2012

Thank you...


Já é tarde...
Como sempre acaba por ser tudo tarde para mim. Porque quando acordo ainda é cedo e quando chego, nunca parto sem ter de ficar. Mais uma vez parto tarde.
Sinto-me ser, sinto-me crescer... A vida tem-me dado ultimamente momentos de tanta paz. É verdade, apesar do desconforto que sinto. O corpo dói-me de tanta tensão que crio, com medo de ver o belo da luz... Senti-la entrar peito dentro e deixá-la ir na magia que transformou. Sinto como que uma ferida que ainda está a sarar. O ácido que me queimava internamente, felizmente que já não o sinto. Só tenho sequelas de tudo. Se as sequelas dóiem imagino a própria dor da dor.
Estou a agradecer por tudo o que me tem sido dado. A ajuda que tenho tido é incrível. Tenho vontade de chorar, tenho vontade de rir, tenho vontade de vos abraçar crianças pequeninas que vivem em mim. Vou cuidar de cada uma, com muito amor e carinho. Adoro poder abraçar o que nunca esteve ao meu alcance e é tanto, tanto, tanto. Que interessante poder sentir o sabor e a emoção de cada lágrima. Apurá-las e secá-las com muito amor.
Estou a tornar-me mais flexível, mais observadora, mais frágil e é tão bom. Estava a pensar que a dureza dos meus músculos era pura doença... E era... Chama-se a isso resistência. Ainda tenho resistência, mas torna-se branda quando sinto que é ela a entrar. E agora vou tornar a abraçar aquela criança pequenininha que hoje conheci verdadeiramente. Vou levá-la lá para cima, para poder ficar com mais companhia, e mais quentinha. Sinto-a a palpitar no meu peito. Pede-me para a adormecer. E caíu num sono profundo...