domingo, 30 de dezembro de 2012

You are for me...


Se não fosses tu estares aqui em mim, seres parte de mim, seres tudo o que me consola e envolve, já não estaria aqui.
Às vezes sentia uma tristeza arrepiante que me levava para o degelo da minha fé, que me transportava para a escuridão serena e consolável, aquela que temia acreditar, arrependia-me de estar ali e fugia. Corria loucamente para os primeiros braços abertos que sentia e que transmitiam calor, um calor único,  pleno, que me adormecia e prendia suavemente no teu ventre.
Eras sempre tu... Sentia que era dali que vinha a minha união à minha mãe, ao meu pai e a ti.
Por mais que chorasse, que gritasse, continuava a sentir esse teu abraço, mesmo duvidando, estava ali. Uma parte de mim queria sentir infinitamente essa tua energia, outra repelia bruscamente, levava-me a gritar de raiva, a menosprezar o amor, a sentir-me feroz, louca, e ao mesmo tempo uma deusa de nada, talvez da pequena negridão que fomentava. Esse não era o teu caminho, não era o meu caminho, não era e não é. Hoje sinto-me feliz, insegura, mas sempre atenta aos teus sinais, aos teus momentos de grande resplendor, de tanta emoção...
Tu és o escudo que me protege esta energia essencial do meu coração. Tu és o que eu quero ser, porque não posso ser outra coisa, a não ser a minha escolha,TU...
Hoje que te oiço, te sinto, te pronuncias quando te procuro, estás a dar brilho e cor à minha vida... Ela já a tinha, eu é que não sentia.
Deste-me o amor combinado, aquele que foi eterno e será, sofro por não o poder ter materialmente, mas tenho a sua companhia, o seu calor, o seu amor de uma outra forma. Isso desnorteia-me de vez em quando, só de vez em quando e depois sinto que amor mais puro e profundo não existe. Se assim foi combinado, e não me lembro, não domino, nada... Só posso deixar fluir e ir acompanhando com os meus pequenos passinhos de coração... Dar-te a mão e saberes que mesmo quando me arrasto, arrasto com fé... Sabes o que nos une... Ele sabe também, não a razão, mas mostraste-me e fizeste-me sentir como era lá... E és parte de mim, a outra metade que nos une... Desde o dia que te vi pela primeira vez, ali naquele espaço, onde nunca pela razão lógica deverias estar... Eras tu... Conheci-te de varias maneiras emocionantes e independentemente de tudo... Sei que és tu... O que combinámos foi tão belo... Que quando regressarmos talvez... Possamos reconhecer os sinais...
Durante este ano, aprendi a amar serenamente e a guardar os meus maiores tesouros, os meus amigos e a família que escolhi...


quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

The way... El camino...


Estava aqui a reviver uns momentos dos meus caminhos de este ano e de outros já idos. Cheia de saudades das temporadas passadas em estradas arranhadas pelo medo e pela ignorância, sempre com a esperança de voltar.
Se pudesse escreveria aqui esses momentos em que me revi a cavalgar por estradas e caminhos sujos e com limos que chegaram via remessas do passado. Um cavalo se abateu nas ruínas das lembranças e caio nessa loucura de sofrimento. Como moinhos que se movem mesmo sem vento...
Um dia vou pegar nessa pena que perdi e vou transcrever as viagens por que passei desde muito pequena. Se me pudesses adormecer e compreender, trazer-me de volta a alegria do passado, seria a maior recordação da vida e do céu...
O caminho é sempre caminho desde que andemos nele, seja por onde for o trilho, é o escolhido por nós e neste caso por mim...

domingo, 16 de dezembro de 2012

Gitans...


Como Ciganos, como anjos, como homem e mulher, como luz, como malabaristas,  trapezistas, palhaços,  as nossas almas são assim livres...

( O meu anjinho da guarda é assim com essa vozinha com que este video inicia, sabes  foi ele que me acompanhou em todo este processo de amor incondicional)...


Queria fazer tanta coisa, tanto por fazer, que me sentei a reflectir sobre nada. Triste por ter despertado em mim a nostalgia do passado. Conheci os amigos mais incríveis, conheci a família que tanto amo e procuro-te intensamente por entre aqueles em que não estás. Sei quem tu és, o que foste para mim, o que combinámos e inibo-me de te dizer. Uma voz ressoa em mim, diz-me: - Não vale a pena... Pois não... Reparas que existo, que estou tranquila, que choro, que me escondo, que me aproximo e que te admiro cada vez mais como alma. Tudo isto foi-me mostrado, foi-me animado por imagens que constróis tão belas e tão serenas.
Se sonhas eu sei, se choras eu sinto e corro num sonho para te acariciar as lágrimas, como sempre te fiz. Conheço-te tão bem, salvaste-me do desespero da solidão, deste-me a mão e caminhaste comigo vidas e vidas.
As vidas todas de um amor incrível  em conjunto, na perfeita companhia. Estiveste a meditar comigo naquela igrejinha em Itália, de mão dada por entre o entardecer  porque jamais poderiam desconfiar que tu eras a minha doce paixão além de Deus. Cumprias a tua missão e eu a minha. Vivíamos em conventos diferentes, com ideais de amor iguais. Eras o padre mais conhecido e mais rebelde e eu freira estática e severa, com medo da loucura do amor. Ainda hoje oiço os cavalos a caminhar, denunciando a tua chegada a tua partida. Partíamos sem saber destino a Espanha, onde apregoávamos um amor interior. Nunca terias inventado um mundo teatral, se não vivesses um teatro ideal, aquele que foi vezes sem conta reinventado nos nossos corações.
Fomos ciganos, fomos casados numa loucura intensa, fomos tanto que te poderia contar passo a passo cada vida. Para quê???
Se escolheste ser outro ou aquele que sente a fuga, o escape da vida sem nunca saber a razão. Continuo aqui em reflexão à espera que um sinal defina a nossa razão, e te mostre que estou aqui nesta vida à tua espera. Sabes resolvi mesmo esperar...
Mesmo que tenha de transitar para a outra vida...
Continuo à tua espera com esta caravana ambulante, com uma sina por desvendar, continuo aqui como uma cigana à espera de te encantar.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Carta...



Existem cartas que não são preciso ser escritas. Existem por elas mesmas.
Estou aqui a tentar escrever-te a carta perfeita, uma carta que não se formaliza no papel mas sim no meu coração.
Ele neste momento solta lágrimas devastadas pelo medo cruel que invento a cada instante.
Amar é tão lindo, tão fluído e olho-te por entre letras e linhas que escreves e desenhas com tanto rigor colorido.
Sinto cada traço, cada momento desenhado e acabo por adormecer rodeada de cor. A tua cor... Aquela que não se inventa, aquela que se constitui com sentimentos puros e profundos. Sinto o inexplicável... Cada momento em que respiro e te sinto, falo contigo e rasgo pedaços de mim, antiquados, desorientados para se formatarem de novo num constituinte de amizade.
Sim! Para mim não é amizade, é algo mais que não se explica, mas que me transcende... Transporta e rebela... Subo em espiral e corro para ti, lá em cima... Porque é aqui que te reconheço mas foi lá que combinei e reencontrei...


quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Alma Gémea...


Hoje percebi que o Universo me trouxe tanta informação e tanta felicidade ao mesmo tempo.
Dentro de tudo o que sinto, sinto-me triste e ao mesmo tempo com vontade de correr para os teus braços e te abraçar.
Abracei -te tanto ali, aconcheguei-te em criança e sinto que voltámos a reencontrar-nos aqui.
Acredito que no momento certo a informação chega, e no momento certo sinto-me baralhada.
Como posso ver no universo tanto do que não sabia que era, do que não sabia que existia.
Que pena que me sinto triste ao ver que ao mesmo tempo o meu coração sorri.
Um dia vais perceber que encontrar-te foi uma dádiva para regressar ao começo.
Que mesmo que não se concretize aqui, agradeço-te tudo o que hoje me ofereceste.

Uma borboleta que poisou na minha secretaria... Uma enviada lá de cima ...

sábado, 1 de dezembro de 2012

Obrigada por seres assim... Parabéns...



Este era um disco que ouvia na minha adolescência...



E quando nesses tempos a desilusão chegava, ouvia: Y volo ( interessante, encontrei esta versão depois de tantos anos, os Pecos voltaram a cantar...).


Tenho estado a perceber que me apetece chorar. Apetece-me estar aqui sentada a olhar para ti e a agradecer o ter saído de ti.
Sou realmente feliz por te ter na minha vida. Imaginei-te tantas vezes diferente, queria que fosses como eu queria. Felizmente que és como és, porque foste quem me guiou na minha educação, quem apesar de não me compreender, sempre me compreendeu. Muito do que sou, muita da minha mudança deve-se a ti, que me fizeste a mim e sem ti viveria triste. Ou melhor nem sequer estaria aqui.
Ainda bem que combinámos assim.
Mãe muitos parabéns por fazer parte da tua vida e fazeres tanto por mim, a minha maior alegria é seres Assim...

Hoje é o dia dos teus anos... Que bom!!!


domingo, 25 de novembro de 2012

Tão linda que é a Luz....


Tenho estado aqui a pensar:
- Apetece-me publicar, mas não sinto vontade de escrever...
Ouvi esta musica e viajei com ela. Sinto-me bem e talvez me apeteça sentir como vão as emoções ao meu redor.
Sensações, emoções que brotam do peito, ou que habitam nele sem conhecerem deveras quem de facto ali vive.
Tropecei e caí nele...
Um buraco enorme e cheio de luz...
- Oh! Que se passa? Ele estava sempre escuro... Meu Deus porque o iluminaste? Porque o vejo assim?
Relaxa...
Senta-te um bocado e respira...
Vai com a tua mão e retira toda a emoção desconhecida e sente-a...
Acaricia a tua luz, mima-a e reconforta-te na tua própria luz. O medo já não te detém, não te encrava a passagem... Ainda páras um pouco, mas retomas o caminho...
Vou sentar-me um pouco a chorar. Apetece-me chorar...
Cada lágrima que deito tem uma cor diferente, antes parecia estar ausente de tudo e agora até vejo brilho numa pequena lágrima imperfeita pelo rasto que vai deixando.
Estou feliz por poder sentir a luminosidade da luz...
Tão clara e tão minha... Afinal havia luz e não a via...
Sentia-a distante e agora agarro-a aqui...
Tão linda...
Tão linda que é a luz!

domingo, 18 de novembro de 2012

Mantras in Harmony...



Hoje fui dar uma pequenina volta.
Como muitas vezes me apetece, dou a minha volta cultural.
Novas musicas, novos livros e vou parando e escutando os apelos que me preenchem o coração.
Senti um grande chamamento para os cds de mantras e meditação. Conheço muitos mantras e pensei que não iria ficar por ali muito tempo.
Acabei por estacionar fortemente naquele lugar.
Pus auscultadores e ouvi:
Mantras in Harmony...
Senti um calorzinho invadir o meu corpo e confortar o meu coração  que acabei por transportar para a minha colecção de cds...
Estou neste momento a ouvi-lo e ap ensar como é tão bom ter uma musica tão bonita nas nossas casa e nos nossos corações.

Depois de muito reflectir sobre o porquê de tal aquisição, percebi que não podia ser de outra forma, quando a harmonia nos chama e nos destina um propósito, só me resta agradecer e meditar com estas melodias.


Em breve caminharei por mãos e caminhos invisíveis .. Confio e noto que cada vez que me canso mais, mais te aproximas e estendes aquele dedo invisível que me mostraste...
Maravilhoso... Existe uma luz que me encandeia e me ilumina a voz... A tua voz... O teu abraço, são momentos que nunca esqueço e que passo e repasso aqui...

Também ouvi...Satyaa, pari e mira 121...
Gostei muito... Guardei-o num cantinho especial no meu coração...
Apetece-me dançar...
Vibrar na loucura da felicidade...


Agora vem a loucura total...


domingo, 11 de novembro de 2012

Ontem fui ver o mar e abracei-te...




Ontem apeteceu-me ir ver o mar, sentir o rebentar daquelas ondas dentro de mim. Aquelas ondas, naquela paisagem, onde luzem lembranças de outros e destes tempos.
Dar as mãos ao sol, senti- lo entrar em mim, com doçura e amor.
Ontem fui ver o por do sol. Fui relembrar como é tão linda a paisagem do céu, com nuvens ligeiras e cheias de cor. Não era para ali que tudo estava indicado, ou programado. Programou-se pela emoção e chamamento que sentia.
A mesma energia, o mesmo calor, o mesmo abraço, que no verão senti no Cristo rei.
Há momentos que ficam registados para sempre nas nossas células, como carimbos de luz de todas as cores. Não precisei subir arco-íris, não precisei de fazer rigorosamente nada, a não ser abrir o coração e deixar-te ficar aqui comigo por um instante. Tive momentos que me assolava a tristeza, a alegria, a agonia, a pressão no peito e depois um momento de libertação. 
Fui ter contigo, apesar de estares comigo sempre em cada momento da minha vida.
Não vivo na dependência da tua existência, na dependência de nada, porque és parte integrante do que sou.
Ontem a tua luz foi o sol que em mim reflectiu e em mim se transformou.
O teu caminho é o caminho, onde ando, corro e morro de cansaço...
Depois dou-te um abraço e parto para voltar.
O teu brilho ainda hoje me chama, ainda me ilumina e reclama quando não te escolho.
Sabes a vida tem-me dado tantas provas, tantos sinais, como sempre deu, só que nem sequer os sentia, porque não me dava jeito nenhum. Egóica era o que era e ainda sou. Talvez menos, porque me perturba muito o excesso de ego dos outros. Cada um evolui à sua maneira, não julgo mas vejo a diferença do que era e do que sou.
Na quarta-feira tive a minha aula de meditação. Nessa aula pude sentir e perceber o quanto tenho recebido de dádivas. Nunca me expus assim, nunca fui de coração aberto para o meio de tantas pessoas meditar, nunca A não ser desde que senti o teu impulso. Muitas vezes fugia das aulas Foi antes e depois delas que mais provas passei. Hoje se me perguntarem porque sou mais feliz? A primeira ideia, pensamento que me vem, é a aula da Helena Valente. Faço tudo por ir Ali dispo-me de preconceitos e saio sempre mexida internamente. Nãé nada fácil sentir o desconforto da incerteza, mas é possível sentir a luz quando se aprende a confiar. Não são só as aulas, acima de tudo é a amizade e ternura que aprendemos a resgatar. Ai! Tudo tem sido uma aprendizagem constante. E os amigos que tenho feito!
Estou tão grata por tudo.
Que bom que é sentir-te na praia, no dom, na aula, na vida e mais importante dentro de mim”…
Sou tão feliz assim
Mesmo quando me sinto triste, sou mais feliz




















quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Aula de meditação...



Estou aqui a refazer-me...
Estou aqui ainda a sentir...
Estou aqui... Porque aqui posso meditar um pouco mais...
Ouvir e tornar a repetir: Que feliz sou... Apesar de não o achar em alguns momentos difíceis.
Sabes sou grata ao céu, mesmo...
Por te ter conhecido...
Por ter merecido poder meditar contigo e seres minha amiga.
Hoje percebi intrinsecamente e "almamente" o que é ser um Coração de Luz e em Luz te agradeço... Por mais uma aula em que vi muito mais do que alguma vez imaginaria...


segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Caminho entre o preto e o branco...



Tenho estado assim...
Como se apresenta em meu coração a cor, se dentro de mim também se desprende o cinzento.
Ainda não senti a razão de me aprisionar numa energia que se satura, que nao amadurece apenas envelhece dentro de um corpo.
Sei que se orientam e desenham novos caminhos para a minha vida... Tirei a alegria por uns tempos da minha vida... Não sei porquê?
Não é para saber, porque há alegria e alegria.
Alegrias que nos iludem e alegrias que fazem parte da nossa essencia... Da minha essência.
Ando numa luta replecta de sofrimento...
Escondo-me para não me magoar... Como se fosse assim!!!
Deus!
Que me alimentas a luz, me mostras a tua protecção incondicional... Porque te questiono e nao te abraço intensamente todos os dias...
Porque me castigo internamente e me isolo da tua companhia...
Se esta tristeza fosse evolutiva! já o foi e agora voltou a transformar-se num hábito que se cola e se perpetua porque me dá protecção ilusiva...

Sento-me na beira da vida e vejo-me alma... Sinto-me alma mas penetra nessa razão a fuga, um pequeno desvio que me transporta para um caminho sombrio.
Preciso da minha ajuda,
Da minha confiança,
De um aceno de coração...
Preciso de acreditar na minha mudança...
Falta um bocadinho para dar um grande passo...
Foi-me mostrado e agora...
Sinto-me com vontade de recuar...
Não...
Vou nem que tenha que por aqui ficar...
A aprender a confiar no brilho que se forma sempre que o meu coração de abre a ti...


domingo, 4 de novembro de 2012

Tiengo miedo de querer-te...

Só quero ouvir a tua voz...
Não consigo telefonar-te, assola-me o medo inseguro, de não saber que te dizer.
Ao mesmo tempo nasce em mim o impulso de te ver.
As emoções confundem-se e enrolam esta minha nova gama de sentimentos.
Seria tão fácil dizer-te o que penso, ou melhor o que sinto, como o faço quando estou segura. Mas hoje sinto a tristeza chegar e instalar-se para me provar que se te tivesse perto, tudo poderia ser tão intenso...
Fico e acabo por ficar na mera ilusão que a vida me tem facilitado.
Daqui a alguns dias quem sabe, sinta a coragem de não me mentir e assumir que afinal estás aí...
Do outro lado da minha vida, por detrás de um filtro que construo ardilosamente, que me impede de te sentir, que me impede de seguir... Vejo-te caminhar para mim e agarrar-me com todo o cuidado que se tem que ter comigo.
Tenho saudades tuas, ainda mal te conheci... Porque o que interessa é o que de facto senti... A plenitude imensa quando te aceno do outro lado vidro, do outro lado da sala, do outro lado da porta... Disfarçadamente para não me fazer notar e tu também não desconfiares...
Acabo por ficar aqui, como uma adolescente tola, à espera do teu sinal...
Com vontade de dormir... Para um dia ao teu lado acordar...
Assim sensível... Como sou... Já não dá para disfarçar...


sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Coração de Luz...




Existem alegrias que nos animam e iluminam a alma.
Fui fotografar um amigo a pintar em directo um quadro, um quadro que foi nascendo aos poucos, ali à nossa frente. Uma musica clássica a acompanhar  a beleza e dedicação do artista, que é meu amigo.
A permissão para o fotografar deu-me uma nova perspectiva da sua própria criação. Fui fotografá-lo in loco com os meus grandes amigos...
Porque iria oferecer uma mandala pintada à mão à minha amiga, mas quando chegámos ela apaixonou-se pela obra que estava a nascer ali mesmo. O quadro que era para ela nem olhou, e hoje queria explicar-lhe e nem se lembra qual era.
Pois é acabou-se a surpresa mas nasceu o entusiasmo da obra estar neste preciso momento, em casa da Lena. Fez anos ontem, e claro que a maior alegria que tive foi dar-lhe um abraço, e entregar-lhe o quadro do Zé Jorge...
Que suavidade, que loucura, quem diria que aquele coração era o dela, é o dela e a luz o brilho que o anima.
Obrigada amigos por tudo o que me dão, por tudo o que são... Por tudo Lena o que me tens ajudado.
O coração de Luz hoje é o teu quadro...

O começo da criação...


Mesmo sem cor sente-se o pulsar que o anima...
Foi assim neste ambiente que no dia 21 de Outubro o deixámos...


Nesta fase viemos embora e hoje quando o entreguei acabadinho de fazer... Senti que era aquele o coração de Luz para a Lena...


Obrigada José Jorge Duarte... Um artista espectacular... Mais que isso um amigo para sempre...

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Cansaço...

Sinto um cansaço. Um cansaço livre do cansaço passado.
Se tivesse asas estaria a guardá-las para não as abrir hoje.
Tenho que me recatar um pouco. Parar de achar que aguento, na verdade aguento mas já não dá.
Vou sentar-me no meu quarto a relembrar que afinal quando sonhava sair da infelicidade, chorava, tinha a certeza que algum dia iria, que tinha mesmo que ir rumo a ela. Sim a ela, a felicidade que procuro. Às vezes dava passos em volta, tornava a dar e acabava por nunca parar.
Não paro nem deixo de parar, apenas sei que vou continuar o meu caminho, em busca de tanto, porque a insatisfação faz-me continuar.
Hoje agradeço-me ser carneiro e estar aqui, a observar-me nesta mudança, partir para uma nova vibração.
Esta...


segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Príncipe encantado...


Que bom descansar assim no peito, no ombro, arrefecer a ira que muitas vezes vem, com medo de sofrer.
Há uns dias que me sinto mudar, talvez a querer relaxar, sem me deixar querer.
Se não fosse o medo de perder, o medo de sofrer, o medo da rejeição, tudo seria mais leve. Mas leveza não é sinonimo de evolução.
Por isso vou construir castelos no ar, que só lá em cima sabem se vão concretizá-los.
Abrir o coração e amar, já é tanto, tanto para te poder dizer que na verdade  grande verdade, acabo por aceitar. Procuro-te príncipe encantado, aparece porque sei que moras aqui... Ou em qualquer lado...

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Dias assim...



Recebi mais um dia na minha vida.
Cada dia é uma nova prenda que me alegra e me diz: Que bom estar aqui.
Os dias têm cores, sons e sabores. São dias assim que nos marcam e nos ajudam a crescer.
Ontem foi um dia com um começo especial no dia de hoje.
Os dias são pequenos retalhos que nos ajudam a construir autobiografias em folhas de papel pintadas em corações.
Raios de luz que passam por janelas invisíveis e que ao longe se tornam num passado bem certeiro.
Quem me dera um dia pegar num pincel e imaginar-me a pintar cores feitas por mim.
As cores de que sempre fugi. O branco que hoje deu passagem ao sonho azul. O preto que caiu e continuará a cair até se cansar de mim.
Por tudo isto existem dias bonitos... Como este assim...




Hoje...

Hoje à tarde... Carcavelos...

O tempo estava sombrio, chovia e aproximava-se a hora de ir...
Fui...
Aproximei-me de mim e vi-me de uma outra dimensão. Não era só eu que estava ali, estavam outros que outrora conheci e nunca mais os lá vi. Vieram para conversar, conversavam comigo há muito tempo, mesmo muito. A tal ponto que me julgava eles.
Não o sou.
Estou contente por me ter comprometido e assumido como o ser que sou...
Como todos somos, seres de luz.
Existem dias ou momentos que nos ficam nas células registados e hoje foi um deles.
Se duvidei inconscientemente que não via a luz, neste momento já não posso duvidar, porque me sinto transformada por ela. Por tudo o que a vida me deu, sinto-me muito feliz.
A felicidade habita no meu coração, sentir este tipo de felicidade é entregar-me à confiança de uma protecção que só a fé a conhece.
A fé de que fazem o que é melhor para mim e  porque não entrego tudo?
Porque quero controlar...
Quantas vezes digo: Quero?
Vezes sem conta e porque fazia eu de conta que não dizia... porque queria controle e fugia do desconforto...
Até na minha profissão tenho sido inspirada e nunca tinha percebido nada... Só sentia com o coração, e porque senti e não racionalizei nem controlei, por tudo isto continuo na minha missão tão grata e tão bela de realizar a sabedoria.
Uma sabedoria que se foi ascendendo até à sua origem. Os Mestres que me iluminam e me ensinam a cada momento, a cada hora são a maior inspiração que se pode ter e sentir.
Quem me dá a boleia lá para cima e fomenta a minha viagem e a guia, é uma das pessoas que mais reconheço aqui e que chamo porque sinto: A minha maninha...
Se não fossem as boleias da minha maninha de certeza não estaria aqui a escrever o que sinto...
E se sinto tanto é porque este tanto neste momento é a dose certa para mim...

Hoje à tarde... Carcavelos...

Hoje à tarde... Carcavelos...
Hoje à tarde... Carcavelos...

Hoje à tarde... Carcavelos...

Hoje à tarde... Carcavelos...

Hoje à tarde... Carcavelos...

Hoje à tarde... Carcavelos...


segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Solidão... O silêncio das estrelas...

Vim aqui de fugida. Estava com saudades desta partilha. Acabei por não partilhar nada de especial. Vou-me sentar um pouquinho, olhar o infinito e dentro dele me encontrar.
Estranho sentir o silencio aproximar-se do meu corpo vazio. Mergulham estrelas que me ajudam a velejar por um corpo sem mar. Aqui poisam dunas de monotonia. Não conheço o deserto, mas sinto-o aqui em mim.


Fecho os olhos, reparo que a minha alma está feliz. Talvez seja o meu tão viciado ego a achar. Vou por aí encontrando uma só palavra, na tua canção, aquela que ainda está para vir... O dia em que a pintares e cantares num palco só para mim.


quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Retiro para descansar...




Vou entrar em meditação profunda, durante uns dias.
Sinto que tenho que descansar, porque tudo está a mudar.
O céu abre-se com a sua beleza, canaliza-me uma luz celestial, para que me banhe nas suas águas, talvez como se fosse um banho iniciático.
Um novo começo aqui nesta nova vibração, que o universo nos está a propor.
Estava à pouco a fazer uma retrospecção de vida, e desta vida pouco me lembrava. Vinham-me ao pensamento, pensamentos recorrentes. Aqui onde estás não existe essa loucura da concorrência humana. Cada luz brilha à sua maneira, a vibração é leve, muitos leves tornam-se subtis. A subtileza da alma que vais passar a conhecer e a vivenciar, faz parte de uma dimensão, onde reinava a felicidade. Vai para a frente e observa: Quando foi que a transformaste? Aqui na terra, claro, mas em que vida, em que situação?
Apetece-me fechar os olhos e escutar essa vibração, em que me deixei ir, numa ilusão de ter uma vida fácil.
Quando a experienciei pela primeira vez, o meu corpo enfraqueceu... Tornou-se rebelde, raivoso e manipulador à custa de muita experiência de vida, de muito cuidado em pensar.
Só que depois de tanto ter sofrido, vou caminhando em frente, usando os mesmos pés, os mesmos passos, para pisar o mesmo caminho, mas numa viagem leve, com um coração aberto à luz. Procurar reanimar a vivacidade da minha essência  correr atrás dela e deixá-la saltar como uma bola de energia, daquelas que nascem em cada gesto, em cada acção, em cada suspiro do coração.
Vou sem correr, sem pressa de chegar, vou a pular de emoção. Tenho a intenção de permanecer algum tempo ali naquele recanto de repouso, fechar os olhos e agradecer a abertura física de recebimento e a vontade de devolver a magia das estrelas.
Recolho-me e protejo o meu Eu mais luminoso, o mais que sou...
Porque a luz é um sol que se alimenta com a magia dos próprios raios. E desses raios nascem filhos que vêm fomentar a transmutação, para uma nova luz, uma nova Era, que era aquela em que um dia fui feliz.


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Mudo com medo e tudo...


Nem sei se começo ou termino...
Tenho uma vontade incrível de vir aqui, sentar-me a relaxar...
Longe de tudo e todos, em plena reflexão... Procurando o vazio em mim.
Como se fizesse o reset de tudo o que construí em tempos vãos.
Tudo o que jurei não fazer, agora faço.
Não tem nenhuma importância, a vida vai-nos transformando, levando os medos com alguns receios de permanecerem.
Tudo à minha volta está em constante transformação. Vou mesmo ter que meditar para me acertar com o coração, que não pára de bater, mas de uma forma tão diferente. Como se desse passos de alegria, de uma criança super animada, agradecendo ao céu o ter encontrado outras pessoas nesta caminhada.
Precisava de acordar de novo para a vida, encontrar novas afectividades, novas fronteiras, para as ultrapassar sem nunca as ter conhecido.
Um dia tinha que quebrar dogmas, que nunca me trouxeram felicidade.  Hoje estou aqui nesta meditação e nem me consigo concentrar, porque se forma uma imagem que me rebela o coração.
Lá fora oiço a vida acontecer, mas prefiro ficar aqui a sentir o quentinho do meu sangue a ferver de amor... Que seria do sol sem o amor universal? Nem sequer repararia que ele estava aqui... E o resto, tudo?
Ah! Já percebi que me atormentava esta solidão, porque fugia de me entregar à fragilidade que sou.
Tenho medo, muito medo... Sempre tive e continuei.
Se sou o que sou foi porque continuei com medo e tudo.
Aí vou...
Rumo ao arco-íris da minha essência...



domingo, 14 de outubro de 2012

A minha professora...



Depois de muito me retrair, resolvi ou melhor senti que me podia entregar à confidencia do que sou.
Tal como historias que se contam às crianças, acabei por vir aqui e sentar-me a descansar, enquanto se forma uma história dentro de mim.
Dou aulas, pois dou...
Nunca me vi sentada do lado de lá, a escutar-me atentamente.
Que energia dispara das minhas palavras, dos meus gestos, da minha fragilidade?
Nunca tinha pensado nisso, pois a professora não tem tempo, para se admirar com ela própria.
Hoje resolvi tirar uns dias de ferias, e sentar-me na cadeira da sala de aula.
Entra-se, prepara-se de imediato a marquesa e sem grande barulho começa-se a massagem. Isto é o que a professora refere sempre nas suas aulas, mas como aluna, esqueci-me.
Sentei-me e dei por mim a viajar, que pena, não viajei na matéria, viajei na vida da professora. Bem vou-me entregar, ela é tão directa, que se eu bloquear, vai notar e não vale a pena esconder-me.
Inicia por dar umas palavras de conforto, depois esquece-se e lá começa, a ditar uns exercícios de Qigong. Enquanto isto decorre, prepara a musica que raramente lhe obedece... Mas consegue...
A musica vai mudando, conforme se sente.
Levanto-me e abro os braços, inspiro a energia do céu...
Ela pergunta: - Quantas vezes inspiramos a energia do céu?
Todos os alunos respondem: - Nove vezes.
- Isso mesmo!
Ficou contente, que bom!
Desloca-se de um lado para o outro.
Está atenta aos pormenores e vai dizendo:
- Relaxem os ombros.
Termina e pede de imediato o material:
- Pano de massagem, almofada, e principalmente o conhecimento das manipulações,  pontos de acupunctura e meridianos implicados.
- Façam diagnostico, escolham as técnicas adequadas, e não se esqueçam: a Tuina não são gestos feitos à toa. Sabem porquê?
 - Porque isso não é tuina.
Depois lá sorri, caminha atenta e eu acho-a diferente... Como se se transfigurasse num ser que só vê energia, mãos e Medicina Chinesa.
A meio de um sorriso, revela isso mesmo.
É muito exigente, porque vamos trabalhar a sério a seguir e tem toda a razão.
De vez em quando leva a maquina, fotografa, filma, sempre numa perspectiva estranha. Nunca a percebi, acho que ela também não.
Parece que me despe internamente com todo o seu diagnostico emocional.
Começo a pensar que hoje não escapo, não escapei, porque não escapa ninguém às suas mãos.
Olho-me de alto a baixo, para ver se estou composta, toda vestida, até às orelhas porque essa, é condição obrigatória nas aulas.
E agora repete-se:
- Cortaram as unhas? Cortaram? Tiraram o verniz? Pulseiras?
Respondemos que sim, e um colega pede desculpa porque se esqueceu de tirar a aliança, ou esqueceu o pano.
- Isto não pode ser... Não pode mesmo ser... Ouviram bem?
Começo a sentir a sua energia, inquietante e tranquila ao mesmo tempo.
Passa, toca, ensina e ao passar estende um ramo de saber...
Ao puxar por nós, puxa por si...
A temperatura da sala aumenta, começamos a transpirar, a ganhar animo, a dar o nosso melhor.
Depois da esfrega final, saímos mais enriquecidos por tanto nos ter doído, por tanto nos ter corrigido, mas sinto-me feliz.
Francamente segura.
A minha professora conhece-me por dentro e por fora, sabe como a imito e reconheço.
A minha professora Sou Eu...




sábado, 13 de outubro de 2012

Silêncio...



Terminou mais um dia...
Desde manhã que estou a pensar, a rir e ao mesmo tempo a discordar comigo própria.
Como me engano com alguns pensamentos que parecem reais, só que são pura ilusão. Fazem-me acreditar que para lá chegar é só ir com força, sim, a força do  pensamento. Como se pudesse materializa-los e aconchegá-los no colo, como se fossem intenção do coração.
Não o são... Então porque os alimento? Porque Deus mos mostrou? Para os poder escolher?
Para tanta coisa, quero resposta, mas não quero, não aguento...
Quem és tu para quereres?
Quem és?
Não sei...
Só sei que não sou a voz do silêncio...
Sou a ressonância do meu próprio eco...
Sou mais livre que a ilusão...
Sou um rasgo imperfeito de um coração que se teima em moldar...
Para se sentir crescer...
Admirar a beleza e ir...
Regressar a si...
E recolher-se...


quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Reviver um passado num presente meu...

Tenho estado aqui a recordar velhos filmes, cenas que me fizeram sorrir e chorar...
Sinto-me estranha com tanta situação a mudar, com faíscas que se atenuam e nunca chegam a lançarem-se.
Estou à beira de um ataque de nervos, como diria o Almodôvar!
Só que perdi os nervos e enterrei-me no meu próprio lodo azul...
Há dias que nasce em mim uma indecisão de permanecer ou correr por aí...
Preciso das memorias do passado, para me sentir, para existir aqui...
Sentir um percurso atribulado, mas iluminado de saberes e dissabores que violentei ao longo de retratos de vida...
Hoje poderia contar uma história de amor...
Reencontrei-me com o passado, com o presente...
Abri e li histórias que não eram minhas, mas que acabavam por sê-lo.
Senti a luz de cada raio de pintura, de cada arte que me envolvia, dentro de mim crescia a curiosidade de amar a vida.
Reconheci-me por dentro...
Vou chorar... Já volto...



Tive a ilusão durante anos, que ninguém me compreendia, percebia... Mera ilusão, não era única, vinha com um traçado, meio iluminado, para me poder encontrar um dia espelhada num meio de recordações.
Não era única, não sou única... Sou o que sou...
Um pequeno fado de Coimbra, uma pequena peça de Limoge, closoné, madeira talhada à mão, um livro sublinhado à minha maneira, mas que nunca me pertenceu. Marcado por setas, rabiscos, e letras esvaídas na penumbra de um dia eu ter sido assim.
Agora que faço?
Agarro cada recordação como se tivesse sido vivida aqui, abraço a compreensão da vida e parto com a alma repleta de amor...
Esqueci que sou daqui e que continuo, porque tinha que continuar...
Num dia inesperado, abri o coração e fui... Cada pedaço era intenso é como se tivesse pertencido a uma mãe que tive um dia...
Pela primeira vez fui...
Entreguei-me à sensação de ser assim...
Sentir o pulsar do meu próprio coração, olhar o céu e sentir uma estrela de luz...






domingo, 7 de outubro de 2012

Ária do céu... em plena meditação...


Acabei à pouco de meditar.
Senti que tinha recomeçado uma nova etapa na minha vida.
Deixei-me cair num precipício sem fundo, uma energia que já não me pertencia. Estava tão contente que me senti a subir apressadamente pelo arco-íris fora. Até fui levada por umas mãos doces e gigantes que me levantaram e abraçaram com tanto amor.
Desatei a chorar de comoção, porque me disseste que realmente te embalei e te aconcheguei naquele momento. Ao sentires esse embalar pudeste perceber que a minha transformação era real, um real do céu. Só na maior subtileza das subtilezas é que se sente.
Para não restarem duvidas fizeste-me regressar aos momentos que vivenciei.
A seguir começaste a dar-me informações e mais informações.
Sentei-me a ouvir musica. As musicas vinham como em flashes, as palavras em catadupa e mandavas escrevê-las tal e qual as sentia.
Cumpri tudo. Pelo menos assim me pareceu.
Depois de tanto começou a renascer em mim uma vida, uma alegria enorme. Os meus lábios sorriam suavemente e por entre esses momentos, lágrimas me inundavam os olhos. Percebi que me estava a emocionar... Percebi que o céu tem uma beleza e uma vida tão própria.  Que senti-lo aqui na terra é a maior experiência que se pode ter. Propuseste-me manter essa vibração, essa sensação aqui.
A cada momento do meu dia, a cada respiração.
A cada sentir, sentitr-te-ei a ti.
Obrigada por me deixares subir tantas vezes e trazer-te na minha recordação.
Porque estas lembranças são de uma vida onde me encontrei e combinei voltar a vivenciar, com o intuito de reforçar a minha tomada de posição, a minha escolha.
Despedi-me e percebi que te tinha escolhido mesmo... Não só de boca nem de coração... Sabes porquê?
Porque te senti fundir em mim, pela primeira vez, senti o calor dessa fusão.


Uma imagem recorrente... um sonho em luz...

Sem cor... Às vezes e o depois nasce em catadupa, renascendo na maior luz que me leva à cegueira total humana, a cor está intrinsecamente dentro de mim...


Como sonho tão acordada... Vale a pena ter tudo e não ter nada...
No natal passado recebi a grande alegria inesperada de um remetente fabuloso " O Céu".
Mostrou-me a imagem mais bela, mais luminosa que eu podia ter visto, fechei os olhos para ter a certeza que não estava a boicotar aquela visão.
Era tão real, tão forte que me senti estremecer com tanta luz, com tanto calor. As suas mãos alcançavam o inalcançável que um livro pode ter.
Num espaço sem espaço flutuava pelo universo sem asas, mas com palavras que se tornavam notas musicais, que entrelaçavam em circuitos de amor.
Não sei porque escrevo hoje este texto, mas recebi ainda há pouco esta imagem, esta informação:
- Relata novamente! Nunca te esqueças que és tu que escolhes as grandes lembranças e se elas te trazem luz, chama-as para que se fortaleçam neste universo de palavras.
Neste momento rendo-me a cada palavra, a cada pensamento... Deixo-me ir, porque sempre que resisti adoeci.
- Quem sou eu para duvidar dos pensamentos que me fazes chegar tão nítidos ao coração?
Esta semana os meus amigos aqueceram demasiadamente o meu coração, esse calorzinho brilhante fez-me dar ainda mais valor às palavras, que usava em momentos relâmpago de auto-destruição. Auto-destruía, negando o óbvio, O que é óbvio para o céu azul, será reflexo nesta terra tão luminosa. Vejo-a assim, apesar da conjuntura politica e económica em que nos encontramos, sou feliz dentro do respeito interior que sinto.
Nunca gostei de obedecer, obedecia forçadamente.
Hoje percebi que para te ouvir e sentir, te respeito e obedeço porque sei que me trazes uma mensagem para mim. Pois é, assim como me trouxeste há um ano atrás a mensagem para o livro da Olinda Cris. Neste momento não me sai a imagem que me estás a mostrar, colocas o dedo, a mão no titulo e aconchegas o livro ao teu coração, como num abraço paternal, maternal, como num abraço tão forte de Jesus.
Sou tão feliz por te sentir, e mais feliz porque o teu colo é tão aconchegante.
No teu colo estou a sentir e a ver a imensidão da tua luz.
Porque aceito o meu compromisso, aqui deixo tanto de mim...
Obrigada por me teres mostrado o quadro mais belo da Olinda Cris...
O livro com olhos a observar a imensidão do mar e do céu...
Sem cor... Porque a cor alcança-se com a paleta do céu... Onde se misturam e abraçam sensações de sol...

Ati JC...




sexta-feira, 5 de outubro de 2012

7.000 visualizações... Caçador de mim...


Ultrapassei as 7.000 visualizações e estou feliz...
Só quero deixar aqui umas palavras doces, da doçura que sinto e me impermeabiliza o coração.
Não foi fácil manter este blogue, não foi difícil, só que às vezes dentro de nós existem razoes que o próprio coração desconhece. São essas razões inexplicáveis que muitas vezes atrapalham as nossas mais profundas emoções.
Sou assim um pouco instável, ou muito, depende de tanto...
Não sei do que depende, mas de uma coisa tenho a certeza que são estas visitas que me ajudam a continuar e a esquecer os medos e máscaras que me impediam até de começar.
Por todas estas visitas à minha casa colorida, cheia de escrita e musica, cheia de tristezas e alegrias, cheia de pedaços de mim, que só me resta convidar-vos a continuar, a animar o meu coração e até a escrever. Comentando e aumentando a troca de experiências.
Cada vez sinto mais que precisamos de comunicar e trocar o que de facto somos sem mais nada, nós.
O meu blogue é uma sombra do que sou mas o caminho para o real que procuro aqui.


Obrigada por tudo.
Só sei que sou feliz!







quinta-feira, 4 de outubro de 2012

A aula mais bela para meditar...


Acordei e não me levantei não consegui.
Era mesmo para descansar e o mais importante escolher.
O caminho mais seguro para me entreter com a luz. Além disso poder brincar com ela ousadamente.
Ontem foi dia de meditação... A aula estava com a magia que um lugar daqueles tem, principalmente quando nos juntamos e meditamos em conjunto.
Notei mal me sentei que ía ser uma meditação profunda, como todas elas são, mas com toque muito especial.
Estava sentada e claro como muitas vezes me acontece perdi-me,  quando recuperei ouvi o som mágico que vinha naquelas palavras ditas com tanta doçura, com toda a experiência de quem as dita. Comecei a perceber que nos deixamos guiar quando chega o nosso momento. O meu vai chegando aos poucos e com solavancos que me agitam e me deixam continuar.
Várias vezes achei que aquela era a mais forte de todas, todas são fortes  depende do nosso estado. O estar aqui a relatar uma experiência  significa apenas uma vivência minha. O mais interessante é que acaba por não ser só minha.
Somos um pequenino grupo de alunos que nunca faltamos ás aulas, e o mais interessante partilhamos as nossas experiências  rimos, choramos, somos assim...
Cada vez que uma aula termina olhamos uns para os outros e rimos de satisfação por termos crescido mais um bocadinho. Cada passinho é mais leve, mais belo, mais profundo.
Não comparamos nada, porque não há nada para comparar, existem momentos, caminhos, que se cruzam ou afastam dependendo das nossas escolhas.
Ali sinto-me ser eu própria, aquela criança viva, que a cada palavra da professora escuta e ri. Depois brinca com a sua imaginação como se fosse um jogo de crescer. E é... Agora cresço de outra forma, cresço internamente, torno-me mais vulnerável  mais sensível e mais essencial. A minha essência ali fica toda colorida, fica não, ela já é, só que consigo senti-la melhor.E dou por mim a sentir-me feliz por estar aqui a vivenciar e a saborear cada pedaçinho de vida, da minha vida que tanto menosprezava.
Obrigada por seres assim...
Por estares aqui...
A ensinar o que tanto esqueço...
Por tudo isto e muito mais te agradeço...




quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Inizio...

Devia iniciar.
Vou mesmo iniciar.
Não estou em perfeitas condições.
O que são perfeitas?
O que são condições?
O que são sei bem.
São fugas construídas propositadamente.
Não vale a pena ter pena.
Não vou arrastar-me.
Se me arrastar arrasto.
Vou mesmo dar o primeiro passo para ir.
Vou deixar um rasto de lágrimas.
Que importa...
Sonho com o mar.
Sou uma sonhadora de emoções fortes.
Deixo-as ir e vem o feedback de ser.
Ai!
Sinto-me tão triste!
Que bom que é sentir a tristeza.
Acreditas?
Mais ou menos.




Não quero...



Estava aqui sentada a pensar: - Que saudades me veem hoje dos tempos passados...
Nasce uma nostalgia rara, que se apodera de mim. Nestas alturas não sei se estou deprimida ou se é mesmo assim que a saudade se manifesta dentro de mim.
Agarro ao canto do olho lágrimas fugidias e reparo que hoje se choro do passado, é porque sinto um vazio desses tempos. Tinha amizades, tinha loucuras que nunca ficaram perdidas, apenas as recalquei. Porque se cresce e tem-se uma postura completamente diferente, mais séria, mais cuidada, mais menos eu.
Não estou feliz, não estou. Hoje sinto-me muito triste, estranha, pálida e sem forças para ir.
Se me perguntassem porquê? responderia prontamente: Não sei! Não sei mesmo...
Perdi-te porque optei por isso. Eras o homem da minha vida, eras mas quis que partisses... Sabia que nunca iria ser feliz assim. Hoje não sei se sou feliz, mas continuo aqui estacionada no tempo, recordando o que o passado me poderia ter dado.
Tive ofertas de vidas que julgaria fabulosas e deixei ir. Intuições que me surgiam e me deixavam à deriva...
Sempre fui... Fui embora e quando voltei estive em amargura plena e sem sofrimento.
Se algum dia eu compreender o que de facto se apresenta dentro de mim, vou dar-me por muito feliz.
Tenho encontrado labirintos tão bonitos com saídas tão fáceis e nunca me sinto pronta para entrar. Não quero ir... Tenho um não quero muito forte, muitas vezes ajudou-me tanto, tanto, tanto... Que se hoje estou aqui é porque sempre respeitei esses pensamentos, pressentimentos, ou sei lá como chamar.
Sempre me disseram que faz bem estar triste, é como se aliviasse e voltasse a encaixar em mim.
Esta é a parte que não quero encaixar...
Reparo que escrevo ultimamente não quero, muitas vezes.
Sei que não mando nada, mas depois de tantas certezas e incertezas continuo igual, a achar. Acho de mais, e acabo por perder. Aliás se nunca acho nunca perco.
Bem vou-me embora. Acho que é melhor mesmo. Não quero permanecer neste conflito sem remédio...
Vou trabalhar, vou trabalhar-me e já volto.