sábado, 24 de setembro de 2011

TuiNa - um pouco de mim e de nós...

video

Estas imagens foram publicadas com consentimento dos meus alunos.
Como professora de Tuina e Prática energética para o especialista de Medicina Tradicional Chinesa, é-me sempre concedida a oportunidade de treinar um pouco mais os alunos, para a sua entrada em clínica. Por isso, e dado o empenho de todos eles, e como tenho um respeito especial por quem estuda e trabalha... Aqui deixo um pouco desses momentos de grande esforço e muita alegria e empenho. Porque sem eles também nunca poderia ser o que hoje sou. A voz que interpreta este tema é também muito importante, não vou dizer quem é... Mas quem canta se quiser assumir a bonita voz e interpretação que o faça... Eu sinceramente gostava... Mas aqui fica em aberto... Tudo o que aqui está é tudo feito à custa do nosso trabalho...
Sinto-me muito feliz... Porque adoro o que faço...

Maria de Lurdes Jóia Carvalho

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Amo a voar...

Hoje sinto-me Voar
Abro as asas ao desconhecido
Sinto-me relaxar
De braços abertos como o Cristo Rei
Entrego-me à vida
Vou por aí
Espalhando sorrisos
Avisos de que vou voltar
Espalhando a alegria e a felicidade
O Amor invade-me o coração
Amo indiscriminadamente
Não amo por amar
Amo porque sinto o coração brilhar
Expandindo essa vibração
A sua emoção é tão forte
Tão libertadora ...
Que faz ver a grandeza do Universo
Sentir as estrelas
Vêm e vão
Entram e saem do meu coração
Sinto-me tão feliz
Caminho devagarinho
Voo com a imensidão
Estou tão aberta ao sentir
Que no dia que o sentir verdadeiramente
Imagino quanta gratidão..
Amo o Mundo
Amo a vida
Só me falta a entrega total de coração...

22/09/2011


segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Alegria


Hoje sinto uma alegria sem tamanho...
Porque o seu tamanho é tão grande, tão grande, que só se mede no coração...
Como se o meu coração explodisse de alegria...
Ultrapassei as mil visualizações...
Sinto-me mesmo muito contente...
O texto com mais visualizações é o "Liberdade".
Que bonito, foi através do texto "Freedom", que ganhei uma grande amiga e começei de novo a escrever... O Freedom dela acabou por interferir, neste meu primeiro texto.
Festejei com grande satisfação interior as minhas 1000 visualizações...
Espero conseguir continuar a escrever e poder dizer:
- Que alegria tão grande é esta que sinto!!!
Hoje observei o Cristo Rei de braços abertos, direccionados para o Tejo, este rio que banha a cidade onde trabalho, que serve de apoio aos barcos, onde o Harmony adormece todos os dias, é um barco especial, de uns amigos especiais...
Estou tão feliz por poder dizer que festejei em grande mesmo... No Harmony a flutuar na alegria desse Tejo onde bebi...
Obrigada a todos...
Um Grande abraço
Maria de Lurdes Jóia

A Olinda Publicou este vídeo maravilhoso do momento festivo e eu quis deixá-lo aqui...
Porque é lindo...

Voltei...

Afinal não demorei muito tempo...
Regressei com o meu Nome Lurdes... Deixei pseudónimos e tudo o resto e resolvi ser Eu...
Sem me esconder em máscaras, outros personagens, que na verdade não têm nada a ver comigo, apenas vinham, deixava-os ficar, desenvolver o seu trabalho e partiam a seguir... Voltavam novamente... Sempre mantive a porta aberta, para o conforto de não me levantar sempre que eles me batiam à porta... Agora já não lhes posso abrir a porta, mudei de casa, a porta já não é porta, é apenas uma cortina, onde só entra a minha própria essência, a verdadeira Lurdes...
Se eles me encontrarem, voltarei a partir...
Este blog fui eu que o construí, sou eu que vou escrever, só eu vou escrever aqui...

Não devia escrever
Porque escrevo?
Porque me sinto ser Eu própria
Alegro-me e entusiasmo-me
Com o dia que passei
Vivêncio um turbilhão de emoções
Vivêncio um mundo de ilusão

Deixo cair o pano
Renasço de um amanhecer
Abro os braços
Sento-me na areia molhada
Pela humanidade caída durante a noite
Sento-me numa pequena escada
Adormeço a pensar
Nem no passado
Nem no futuro
Adormeço por adormecer
Invade-me um frescor de felicidade
Deixo de ser vaidade
Para me entregar
Não vencer
A minha missão é estar aqui
Ser feliz e sentir
Porque de facto RENASCI...

Lurdes Jóia

sábado, 10 de setembro de 2011

Por aqui...

Hoje publico o texto 67 (nasci em 1967) e também porque foi o ultimo que escrevi, dia 8 de Setembro ao inicio da tarde, numa viagem que fiz de comboio, parti de Lisboa até Oeiras... E fica aqui um pouco de mim, ou não... Não se admirem se não publicar por uns tempos. Temos que fazer pausas para saber quem somos e até onde vamos, ou melhor para onde caminhamos...

Como caminhamos e qual a energia que usamos...


Andar por aí

Ter a oportunidade de ver e sentir

Fechar os olhos

Mantê-los abertos ao mesmo tempo que se intui

Sentir e repetir a voz do coração

Olhar cada espaço que cresce

Como uma semente

Que evolui na vertical

Quando perde força

Deixa-se cair …

Vai vergando

Até atingir a horizontalidade

De que tanto se esforçou.

Do que se alimentou

O que a destruiu?

O que a penalizou?

A insustentável leveza do ego

Que vai pesando vida fora

Até ao nascer da aurora

Aquela luz que nunca quis ver

Porque passaria da razão

Ao tremendo nó de sofrer

Sofre-se tanto para aceitar

Não se sofre para pensar

Que sou melhor que tu

Alma…

Incrédula e infame...

Oh! Deus estou aqui

Aqui não há nada que me engane

08.09.2011


domingo, 4 de setembro de 2011

Tu és...

Estou sem ninguém

Perdi os rasgos de luz

Perdi-me do resto mundo

Lancei-me no caos ao acaso

Caminho de mão dada com uma criança

Que tem tanta esperança

Por me ter encontrado

Esperança num novo dia

Diz-me que vai sentir a alegria de viver

Porque nunca ninguém se perde

Sem num modo evolutivo encontrar alguém

A família desapareceu

Outra nova família renasceu

Vejo-te

Ser de luz

Que me tratas e me ajudas

Só oiço vozes que se encontram lá bem no alto

Que me abraçam

Que me ajudam nesta caminhada

Estou perdida do resto do mundo

Vejo-te ser iluminado

Que nunca me abandonaste

Que nunca me deixaste

Amo-te com todo o amor incondicional

Tu és luz

Tu és Jesus

Sinto calma e protecção

Levo-te criança comigo

Não te vou deixar na solidão

Abro a mão entrelaço a minha na tua

Pequenina para não te perder

O amor é como um pássaro que voa

Como um avião sem proa

Na imaginação de um navio que navega à deriva…

Tu és…

Tu és…

Trouxeram-me aqui…

10/02/----



Outro pedaço...



Tristeza
Uma vontade louca de verter lágrimas
Sem motivo
Sem uma única verdade
Porque amar
Porque chorar
Porque viver
Reflectem uma vontade de mudança
Essa mudança lança-me para o bem estar interno
Externamente para quem acredita no inferno
Poderei comparar o meu exterior a esse fogo cruel
As lágrimas parecem gotas de seda
Escorrem e libertam
Uma leveza tão pura
Que sinto uma amargura
Que não me pertence
Porque me estás a olhar
Porque te sentas nesses
Jardins sem flores
Porque me falaste de amor
Se de facto nunca exististe
Porque me olhas tão triste?
Onde estás?
Vejo
Sinto-te
Não te consigo tocar
Parece que ressoa uma sensação de outro lado
Como que deixando um recado
De uma outra era
Que como numa espera
Se cansou de me despertar
Se amas a luz abre-te
Sente a magia do perfeito saber entrar
Rasga essas folhas de papel
Troca-as por um pincel
Retoca os quadros inacabados
São pequenos pedaços de ti
São frutos de árvores estranhas
Que nos deixam beleza e compreensão
Amor e gratidão
Traçadas no céu
Para que este mundo me ajude
A iluminar o tudo que não é meu.

23/05/1942







sábado, 3 de setembro de 2011

Caminhada...

Costumo andar a passear pelas ruas, preocupada com o que vejo, com o que sinto... Costumava… Pois desde há uns tempos para cá, que adoro subir e descer escadas, andar em ruas desconhecidas, falar com pessoas que encontro, nas vias da felicidade.

Umas vezes imagino contos de fadas, outras vezes, faço de princesa perdida, e visto-me dessa personagem para andar por aí mais à vontade.

Que bom que é imaginar, e poder realizar pequenas histórias.

Há uns tempos estava a lembrar-me de uma história que li, e que me comoveu. Pessoas que andavam completamente isoladas, por ruas despovoadas, e que muitas vezes choravam de solidão, juntaram-se. Ou melhor a vida aproximou-as, ajudou-as. Libertaram-se daquela solidão, e começaram a trocar ideias, a trocar conhecimentos, a fomentar a liberdade, a alimentar a outra forma de andar por essas ruas de saber. Investiram nelas próprias, investiram no seu amor, amor próprio e deixaram de ter tempo para futilidades, Começaram a amar-se tanto, tanto… Que acabaram por tornar a solidão mais solidária, e a vida mais bonita e a amizade, o sentimento mais puro que existe. Como fazia parte de nada, acabei por cruzar-me com elas na estrada e agarrei-me ao mais belo grupo, o meu grupo de caminhada…

Não as conheço, mas acompanho-as… Nunca estive com elas mas é como se estivesse, numa pisei aquela estrada, mas sinto-a dentro de mim… A caminhada não é aqui… é numa via tão bela que me aproxima da paisagem de um livro que uma vez li. Em sonho, tinha um ar tristonho, mas irradiava lealdade, para mim não há nada mais belo que um ser puro. Quero reavivar essa pureza, e imaginar a pureza do grupo que nunca vi.

Foi por tudo isto que me comovi…

03/09/----



quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Vivência sem era...



Vejo um teatro
Dentro de uma vitrina
Que se esconde num pequeno retalho de papel
Onde se encontram parafusos desconectados
Onde moram seres afectados
Pelo complexo da ilusão
Uns pontos de imensidão
Escondem-se na ponta do paredão
Gritam ameaçando
Recomeçar o mundo do equilíbrio
Aquele que existiu num começo
Se houve um começo
Também haverá um fim
Haverá um pouco de lembrança
Que salvará o mundo de esperança
Acredito na conexão teatral e revigorante
Num sol radiante
Que entrará em cada coração
Como que um nevoeiro que se formou
Num mar sem fundo
Repleto de moralidade
Até que se inunda de uma atmosfera libertadora...
Chegou a hora de dar pancadas
Não as de Molière
Mas as pancadas vibratórias
As pancadas repletas de Amor incondicional
Liberdade
Porque estás em mim
Leva-me para o fim da fantasia
Da alegria
Socorre-me do medo que me atormenta
Sofro
Choro
Porque sou diferente
Igual a tanta gente
Só tenho medo de sentir
Porque acordei com a sensação
De ter sido traída
Não sei por quem
Talvez por ti.

16/03/1946