quarta-feira, 3 de julho de 2013

O livro: O Sol do Tarot de Sintra





Desde há 3 dias que me refugiei nas frases de um livro que me cativou, mesmo antes do ter.
Como sou de ideias fixas, em dois dias tinha o livro nas minhas mãos, bem guardadinho como se fosse um tesouro, que ao cobiçarem-no mo podiam esconder. Escondi-o eu!
Pergunto-me: Porquê? Se há tanto tempo não conseguia ler um livro até ao fim, porque o faço agora com dois livros de seguida?
Confesso que ainda não percebi, nem nunca irei perceber. Resta-me sentir, sinto e faço-o. Sei que é gratificante para a minha alma e aqui o tenho da cor do Sol, amarelo e cheio de personagens onde me retrato. É a primeira vez que uma ideia fixa, não se torna em obsessividade, antes pelo contrário sinto uma tranquilidade ao  ler estas personagens.



Aleph retrata os recantos em que me escondo, em que nunca cheguei a nascer, e quando nasci voltei a esconder. Sinto tantas vezes os olhos inundados de lágrimas, lágrimas que silenciam a minha dor e ao mesmo tempo a retratam. Estou como se costuma dizer: Em estado de graça. Sinto-me leve e sem arrependimento. No decorrer destes dois dias, a vida mostrou-me o passado, trouxe-me o passado e sinto-me a fugir dele. Há oito dias queria a minha vida passada de volta, o universo fez-me a vontade. Mostrou-me e fez-me sentir a sua energia. As personagens que foram reais tornaram-se ficção, voltaram de carne e osso, para que não restassem duvidas. Hoje com o “Sol do tarot de Sintra” na mão… Sinto-me como se me identificasse com o que ainda não sei, mas ao mesmo tempo adivinho que vou por aqui ficar. Se não saindo do mesmo lugar, o meu mundo de repente se enriqueceu… O mundo nem sequer é meu… O mundo é de Deus ou de um Ser Universal, que apesar do ver ou percepcionar , sinto-o  dentro de mim. Somos criados à sua imagem e semelhança… Basta…
Aqui já há tanto para sentir, principalmente a minha missão. Ontem referia que nunca quis ter filhos e verbalizei-o de uma forma diferente, sem arrependimento. Talvez sinta um vazio… O que é este vazio?
Aleph retrata uma parte de mim, outra parte que me resta quando me sinto judia dentro deste corpo que não o é… Sei lá se o sou? Sei lá !!!
Numa dualidade profunda reparo que estou aqui em reflexão… Na minha camara de reflexão onde reina Deus e Sol e muito mais… O Sol e Ele fundem-se e deixam-me assim a Oriente de onde estou ou a Oriente para onde vou.
Que interessa a direcção? Se o que me arrasta é a vocação da criação que temo destruir. De braços cruzados sobre o peito em esquadro ou sem o ser. Sinto a medida da imensidão… As palavras, a energia de um livro que hoje me trouxe tantos recantos e arestas deste meu pequenino eu.
Só me resta dizer, que só por isto, já me sinto feliz… ou melhor, já me sinto sorrir profundamente…

Vou retomar a leitura, para mergulhar na realidade, aquela que conheço e que de lá nunca quis sair…

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Sabe Deus...


Sabe Deus...
O Deus que procuro em mim...
A sua semente mora algures por aqui...
Talvez no mais suave profundo de mim...
Sabes Deus...
O que procuro nunca encontro...
Sabes que a tristeza faz parte...
Sabes que desistir não é um acto cobarde...
Porque esse seria um julgamento...
Sabes Deus não quero Julgar...
Só que me julgo demais...
Nunca encontro o equilíbrio que tanto procuro...
Porque o equilíbrio és tu...
O Ser mais profundo e alto dos céus...
Sabe Deus...
Sabe que em ti confio...
A tua luz é que me alimenta e sustenta aqui na terra...
Mesmo quando se esconde pelo véu escuro e monstruoso do pior que possuo em mim...
Só que sei que não sou isso... E por tudo isto só Deus sabe...
Que ultimamente sinto uma vontade louca de chorar...
Choro de mão dada contigo para não me perder neste labirinto de sombras e silhuetas que não procuro...
São elas que me procuram mas eu já não estou assim...
Apagada, não... Agora sinto sempre uma semente a brilhar...
Essa semente sabe Deus quem m'a ofereceu...




Open arms...

Um grito!
Que loucura penetra nesta janela da vida...
Não me sinto arrependida, sinto-me ser e abranger na loucura da alma...
Sou puro peixe que não nada mas não precisa porque sonha voar...
Quando sentimos o sonho dentro de nós nascer, sentimos o coração expandir e alegrar-se.
Repara-se e volta-se a reparar sinais partidos e repartidos de emoções vividas e por viver.
Nasce-se para se ser o mais possível a nossa essência.
A nossa essência somos nós...
O nós verdadeiro, o nós que vive iluminado que nunca esqueceu quem o germinou e onde foi germinado...




terça-feira, 28 de maio de 2013

Chove Luz... Mesmo assim...



Tenho andado afastada e tão próxima de mim... Tenho-me sentado nos momentos que construo e alimento... Tenho processado razões de existência e permanência na vida e no caminho... Tenho-me desleixado da pretensão de alimentar o meu cantinho aqui... Esse cantinho está em mim e liberto da frustração dos olhos que me Auto castigam. Sou mais feliz, tenho menos tempo para mim, mas encho mais o vazio que me angustiava e desorganizava... Estou em harmonia... Porque na harmonia massajo e desbloqueio o coração... Sou a vivência da minha existência plena de razoes para ter escolhido cair aqui e ter voado...

quarta-feira, 8 de maio de 2013

podias ter-me levado...



Queria tanto ser anjo...
Ter asas levantar voo e perder-me de voar...
Caíem-me lágrimas que me inundam a alma e não sei secá-las, escondê-las... Não sei se vou caminhar sozinha... Se tenho forças para continuar...
Gosto tanto de caminhar... De mãos dadas contigo e dar-te o meu abraço...
O maior, o mais amigo, o sentir mais antigo....
Caminho e estás comigo...
Vou contigo e vou na tua asa a flutuar...
Mais um abraço e um caminho...
E o que sinto é o teu vibrar aqui em mim...
Porque cada vez me sinto mais perto de ti... Mais perto do céu...

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Céu...



Os olhos enchem-se de lágrimas
Os passos que dei sofrem de uma solidão ilusória
Procuro-me
Mergulho no mais profundo de mim
Perdida pelo desconhecimento cruel do meu aconchego
Armazeno prometidas memórias
Passeio nelas e vigio os momentos em que me perco
Sento-me no meio de mim
Dividida
Repartida
Passo por cima de mim a chorar
Porque solto tanta tristeza recalcada?
Porque me refugio no que conheço?
Porque me desobedeço?
Porque transporto luz e sou a luz da minha alma?
Mereço que a escolha
Sou a sua fonte reprodutora de mim
Adormeço e reconheço que o medo me desvia
Leva-me para o buraco mais escuro que noutros tempos mergulhei
Ando cega por te encontrar
Por te sentir Essência pura e feliz
Alma recatada e brilhante que em mim habitas
Quando hesitas preciso do teu abraço para me reconfortar
Preciso do teu peito para chorar
Preciso de ti para me sentir em casa
Lá bem em cima onde o azul me cobre e protege
Preciso de voltar para ti
Céu...



46... Sem tempo...

Uf!!! Consegui escrever!
Tenho tido tantos contratempos que me deixam completamente à toa.
Se tinha tempo, deixei de tê-lo. Às vezes as mudanças são radicais e completamente imprevistas, mas ao mesmo tempo inibidoras e renovadoras da alma. Tenho sentido isto mesmo.
Faço hoje 46 anos, ou melhor fiz hoje, porque já é quase dia 11 e nasci às 00:50 do dia 10 de Abril de 1967.
Foram os únicos anos até hoje, que não tive tempo para fazê-los... Por um lado até me dá jeito... Fazer 46 anos... Hum! É melhor deixar de ter tempo para os contar e esquecer este dia, para alimentar os 45 que tinha ontem.
Ai... Ai... Ai... Não é fácil fazer 46...