domingo, 13 de maio de 2012

Por aí...



Criança...
Envolve-se em sinais...
Deixa a vida acontecer
O coração expande a emoção
De um encontro marcado
Desejado
Animado
Escrito...
Momentos que marcam...
Assinalam os motivos do crescimento
Expande a energia
Deixa-se intimidar
Acaba por se entregar
Sem inibição...
Ao mundo da Ilusão...
Aquele em que não vivi aqui...
Numa folha de papel te escrevi...
Te encontrei e te perdi...
Alcancei a felicidade...
Foi essa que em ti vi...
Vou desenhá-la
Acarinhá-la...
Sentir o calor da mensagem...
Do amor que nunca aqui se registou...
Algures por aí
Alguém amou...
E para sempre ficou a descansar no esquecimento...

Somos luz...

Sim!
Somos luz...
Sou luz...
De uma vez por todas tenho que aceitar...
Que a luz que se acendeu em mim
Até antes de nascer...
Permanece sempre aqui no meu coração.
Como uma centelha divina
Que a pouco e pouco escolho...
Vejo desde muito pequenina um Sol
Que se escondia numa escuridão falsa...
Porque sou Luz...
Porque sou luz?
Porque sou.
Aceita e sente...
Sinto-o desde sempre...
Com medo fugia...
Porque é tão lindo...
Ser LUZ...

O caminho do Amor... O Paraíso...



Às vezes estamos em reflexão...
Estava aqui a pensar sobre o que escrever...
Como vou conseguir escrever?
Como?
Sinto-me doente...
Estou doente desde há algum tempo...
Ontem o meu estado agravou-se consideravelmente...
Apetecia-me levitar...
Abrir os braços e voar
Via-me a voar assim desde criança...
Sem corpo...
Uma energia flutuante e errante
A percorrer os céus dos meus sonhos
Como uma águia no seu processo de regeneração...
Abateu sobre mim uma fragilidade
Tenho saudades da minha família que habita numa outra cidade
Cá e lá
Noutro país...
Continente África...
Não conheço
Nem preciso sinto-o...
O cheiro
O calor
Como se lá vivesse...
E vivo...
O meu coração palpita para lá
Em todos os momentos...
Apetecia-me sentir o paraíso...
Sinto-o...
Estou aqui caída a flutuar no céu...
Porque não tenho forças para caminhar na terra...
Vou mesmo voar...
Daqui a três dias vou sair...
Sem atravessar continentes
Vou para o país a que sempre pertenci...
Espanha...
Ver a Costa e navegar no mar...
Pisar castelo sem ser no ar...
Na idade média...
Reviver a história
A minha história...
Vou descansar um pouco...
Para acordar e sentir-me curada deste processo...
Sentir o amor abrir as minhas asas...
Como uma nova águia ir por aí a voar e a cantar...
Que o que me vai curar é o amor...
O AMOR...

13 Maio 2012





terça-feira, 1 de maio de 2012

violino e a sua liberdade

Liberdade é deixar-me ir...
Na mais bela musica que jurei ouvir...
Voar e caminhar pelo infinito
No mais celestial violino
Instrumento que toca e resplandece raras vezes dentro de mim
Sinto fluir e romper
Por essas veias de recordações
Memórias de antepassados que são levados
Pouco a pouco...
Sinto que as cordas são pequenos cabos de barquinhos pequeninos
Que me ajudar a navegar dentro de mim...

01/05/2012

Realidade e sonho...


Depois de breve devaneio do ego
De algo que conheço e não consigo identificar...
Sentei-me a pensar
A reflectir que não posso oprimir momentos mais pesados
Onde vêm vivências recalcadas
Onde nascem muros e ao mesmo tempo constroem-se estradas
Pequenos montes e planícies desejadas de serem pisadas por mim
Sei que não sou o que sou nesses momentos
Que ainda me resta não ouvir
Em pequenos momentos peço para calar aqueles gritos que soam
Quando vejo que a realidade é uma realidade azul
Amarela
Uma realidade perfeita
Para alcançar o mais profundo
De amor que existe em mim...
Inconscientemente dou por mim a ir por aí
Só que não posso ir por aí
Porque preciso de entrar em mim...
Sentir que se existe um potencial
Que há-de manifestar-se...
Sonho acordada ansiosa por te ver...
Ou será medo de te perder de vez...

01/05/2012



Noites em guerra...

Sou um ser que caminha
Se arrasta e sufoca
Abraça e provoca o seu próprio interior
Capaz do limitar para não avançar
Na mais profunda loucura de ilusão
Ama a vida e não a conhece
Aparece e revolta-se
Sem saber porquê
Vence-se e debruça-se sobre um frio pesado que a gela
Arrefece e permanece desmaiada na escuridão...
Porque brilhas e não te vejo
Porque me empurras e não me levas
De uma vez por todas deixa-me subir
Rendo-me
Entrego-me
Tens-me aqui
Prometo que já escolhi
Diz-me o que me falta?
Se não acredito em ti
Como posso estar a observar horas sem fim a tua luz em mim
Se mesmo as tuas sombras não são tuas
Se vejo e oiço gritos
Vozes ruidosas
Pavorosas
Que me impedem de te ouvir
Que me proteges e me guias
Me seguras e me curas
Sem perdas de forças sem razão
De lutas de mera ilusão...
Que posso fazer para me libertares e me levares
Para o teu recanto
Para sentir o aconchego e o segredo

Do teu quentinho em mim...








Um duente que vive em mim?



As noites sufocam o prazer
Deixam a vida de acontecer
Gritos espantam tudo o que aparece
Arrependo-me de estar aqui assim
Não consigo fugir
Tenho que sentir a diferença entre estar e ficar
De onde vens voz esmagadora
Pareces uma trituradora de pensamentos
Não cometo acções
Não destruo corações
Só queria desprender o meu
Deixá-lo voar
No mais infernal silêncio...
Amarrar-me bem forte... Centrar-me no meu fim
Acordar assim...
Soltando-me das cordas que entrelacei...
Que jamais achei...
Um dia vou chegar...
Reparo que algo chora
Que dentro de uma caixa transparente
Existem gotas fugazes
Que se esgotam e afogam
No meu peito...
Lágrimas de sangue...
Que me ajudam a crescer e aprender
Que viver é estar aqui
Olhar para mim
E sentir-me lá em cima...

01/05/2012