A minha essência tem cor... Descobri há bem pouco tempo, que se apagava aos poucos... Resolvi conversar com ela, senti-la e pedir-lhe se me ajudava... Não me respondeu. Fiquei triste... Continuei triste... ela ria-se, ria-se... Não me ajudas! Não me respondes!
Já um pouco no seu extremo, disse-me: Já me sentiste? Já? Se me sentires e deixares de me ouvir... Escutarás a voz do coração... Ela tem razão, muita razão... Vou entregar-me à emoção...
Hoje depois de grande esforço, sinto-me a relaxar.
Sinto-me bem, mas cansada pelo esforço normal de deitar tarde e acordar cedo.
Tenho andado assim, mas feliz. E sinto esperança. muita esperança, que vai crescendo, crescendo, para se expandir cada vez mais.
Ofereceram-me esta musica, este video, dádiva celeste.
Parece que o meu coração se torna mais quentinho e mais fresquinho com esta vibração.
Hoje senti um grande amor invadir-me, como que reforçando a escolha de existir.
O céu, as estrelas, o mar estão ali naquela mala cheia de sonhos. Amo os meus pais. Agradeço tê-los aqui, para poder desfrutar do seu amor. A vida é uma caixinha de surpresas. Como estou tão sensível, muito mais do que imaginava ser. Amo viver, poder-me oferecer esta dádiva da vida, para a partilhar com o universo.
Estrelas celestiais brilham no céu
Traçado a tecido maduro
Com riscas e barcos tão belos
Com o vermelho brilhante mais puro.
Para como que saltitante
Este sangue pulsante
Que dentro de nós nos projecta e injecta
A frescura do céu
Tu és meu e eu sua tua
Mesmo que não exista chão nesta rua
Basta existires cinto (sinto) o quanto vos amo.
Mãe, pai e família, amigos e habitantes do céu. Sabem aqui estou EU.
Programava os meus dias. Os meus sentimentos. Programava momentos que se abriam para a ilusão.
Sabia quando conter as lágrimas, sabia quando deitá-las. Sabia tanta coisa e não sabia quase nada.
Aprendi a entregar sem entrega. Eram frases ditas da boca para fora, com a maior facilidade e simplicidade. Sem intenção de modificar o meu padrão repetitivo de comportamento.
As lágrimas que deito custam a soltar-se. As palavras que digo são um misto do meu próprio julgamento e neste preciso momento resta-me dizer: Ruíram as minhas crenças. Ruiu um grande pedaço do que não era meu, do que vivia em mim.
Sinto-me leve, adormecida, sem nunca ter pensado que de facto era eu que me restringia, me anulava e fugia, da imensidão que o meu eu nunca acreditou.
Um pequeno pedacinho de mim, ajudou-me a permanecer e a animar a vida de luz que a minha alma escolheu ser.
Abraço sem braços, voo sem asas, porque quero acreditar que no momento certo tudo me irá ser proporcionado.
Não rasgo as folhas do meu diário, porque fazem parte dum percurso, mas guardo o momento presente no meu coração... Até quando não sei... Quem me dera que fosse até sempre...
Talvez me apetecesse permanecer ali. Fechada no azul, não do céu, mas do interior de um cubo gigante de gelo. Ficar a gelar um pouco do que tenho que transformar. Permanecer em segredo, amando e fugindo amplamente do medo.
As lágrimas tornam-se cristais que gelam e regelam a surpresa de existir.
Tenho urgentemente que descansar, isolada e fechada de tudo o que me afasta de mim.
Apetecia-me ser galáxia, uma pequena parte de mim, adora voar por aí, sem rumo. Deixar-se brilhar num rumo incerto.
Viajar por dentro de um pequeno cubo e traçar rotas pequenas, que alargam os horizontes de quem ama, de quem voa.
Ir de espada na mão, sem guerrear, apenas segurar um pouco de que me sustem. Sinto-me dama de um cavaleiro que me abandonou, porque nunca tomou conta de nada. Nem sequer se amou. Apenas lutou por seguir o seu instinto animal, o seu instinto de defesa.
Acabou e vai acabar por amar o seu outro eu, o seu outro ser de amor e loucura. Aquele que em criança acabou por perder.
Agora vou correr por esses caminhos verdes claros, cheios de sinais gastos pelo tempo.
Vou pedir um pouco de ti, para te abraçar e ao mesmo tempo me abraçar a mim. Porque quantos cavaleiros conheci?