sábado, 31 de março de 2012

Espiral di amor...


Hoje
depois de grande esforço, sinto-me a relaxar.
Sinto-me bem, mas cansada pelo esforço normal de deitar tarde e acordar cedo.
Tenho andado assim, mas feliz. E sinto esperança. muita esperança, que vai crescendo, crescendo, para se expandir cada vez mais.
Ofereceram-me esta musica, este video, dádiva celeste.
Parece que o meu coração se torna mais quentinho e mais fresquinho com esta vibração.
Hoje senti um grande amor invadir-me, como que reforçando a escolha de existir.
O céu, as estrelas, o mar estão ali naquela mala cheia de sonhos. Amo os meus pais. Agradeço tê-los aqui, para poder desfrutar do seu amor. A vida é uma caixinha de surpresas. Como estou tão sensível, muito mais do que imaginava ser. Amo viver, poder-me oferecer esta dádiva da vida, para a partilhar com o universo.
Estrelas celestiais brilham no céu
Traçado a tecido maduro
Com riscas e barcos tão belos
Com o vermelho brilhante mais puro.
Para como que saltitante
Este sangue pulsante
Que dentro de nós nos projecta e injecta
A frescura do céu
Tu és meu e eu sua tua
Mesmo que não exista chão nesta rua
Basta existires cinto (sinto) o quanto vos amo.
Mãe, pai e família, amigos e habitantes do céu. Sabem aqui estou EU.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Faz de conta...


Vou acordar...
Lavar o rosto mascarado
Deixar o mundo marado
Despertar
Fazer parte dele
Respirá-lo
Sou mais feliz fora da rigidez que me exijo
Do que fazer de conta que conto o conto
Do mais puro faz de conta
O que conta é tudo o que desejamos
Para abrir os braços e ir
Ser a loucura da liberdade
Ser um raio de luz a formar-se
Rasgando um espaço e um corpo
Que se eternaliza na prisão da sociedade
Ser o que nem sequer imagino ser
Sou limitada ao limite
Do que a criação me deixou...
Acordei
Acordada para a vida...
Acordada eternamente para Ti...

quarta-feira, 28 de março de 2012

Vou... com medo de voar...


Andava no
limite
De tudo e todos
Desafiava sem transparecer
O Desafio em si
Fugia de tudo e todos
O seu mais intimo desagrado violentava-a.
Amava por amar
Sem profundidade
Sem vontade de se manifestar
A razão era a sua fuga
Era o seu ego magoado
Nunca gostou de se perder
Porque temia sempre encontrar-se
Corria sozinha por ruas
Becos
Pedaços desarticulados
Que habitavam em si
Essa forma de não viver
Isolava-a do melhor de si
Qual melhor?
Nunca sequer a viu
Pensava...
Tudo o que pensava
Está a desabar...
Olho-a numa figura espelhada
De medo e alegria
Ao longe tenho vontade da repelir
Escondo-me por trás de paredes
Que já não existem
Que nunca existiram
Precisamente neste momento vou estar ali
A conversar com as palavras da alma
Talvez oiça ou não
Nunca se sabe o que nos alimenta
O que me atormenta às vezes puxa-me
Para lá onde não me identifico
Nunca tive identidade
Nunca usei a maldade
Que pensava ser...
Porquê?
Estás parada sombra da loucura
Encostada a mim para quê?
Diz-me!
Dá-me respostas!
Exijo tanto...
Tanto...
Nunca tinha sentido
Nunca tinha nada
Vivia a minha própria negação de existência...
Sem perder sinto uma dor profunda de perda
Uma tristeza que não alimento
Sinto...
Forte...
Desde o primeiro respiro
Que mora em mim
Uma memória subtil desse sofrimento
Isolada a um cantinho de mim
Muito escondido
Libertava lágrimas contidas
Uma a uma
Para não se notar
Para não as sentir
Escorriam quentes
Soprava-as para arrefecerem
Rapidamente
Não as quero mais em mim
Não mando
Escolho...
Sem convicção
estou viciada na fuga
Ressaco-a...
Volto a viver
De olhos abertos
Despertos
Amedrontados...
Vou correr por esse rio
Mergulhar...
sem saber se algum dia vou emergir de mim...
Aqui
Ali
Olho o azul do céu...
Sinto o seu calor
O seu aconchego...
Noto que perdi o medo...
Porque sei o que sou
Onde estou
Já não dá para fugir...
Sou sensível...
Abro o peito e estou a sentir... a sentir...
Sentir-te é ter a plenitude neste microcosmos
Que me ajudou a identificar com o macro do amor...
Com que me tens acolhido...
Tudo está a ser sentido...
Será?
Estás aqui
Sinto...
Fecho os olhos...
Tens a tua cabeça encostada ao meu peito...
Sinto o teu amor... Universal...
Abre-se uma espiral bem no alto de mim...
Voo...
Sem asas... Vou...
Adormecer nas tuas...
Leves
Brancas
Asas que me iluminam por saber que afinal
Tenho uma grande casa
Dentro do meu coração...
Descanso...
No balanço da tua energia...
Uma vibração tão leve...
Tão alta...
Vou...






domingo, 25 de março de 2012

Hoje o mar sou eu...

Programava os meus dias. Os meus sentimentos. Programava momentos que se abriam para a ilusão.
Sabia quando conter as lágrimas, sabia quando deitá-las. Sabia tanta coisa e não sabia quase nada.
Aprendi a entregar sem entrega. Eram frases ditas da boca para fora, com a maior facilidade e simplicidade. Sem intenção de modificar o meu padrão repetitivo de comportamento.
As lágrimas que deito custam a soltar-se. As palavras que digo são um misto do meu próprio julgamento e neste preciso momento resta-me dizer: Ruíram as minhas crenças. Ruiu um grande pedaço do que não era meu, do que vivia em mim.
Sinto-me leve, adormecida, sem nunca ter pensado que de facto era eu que me restringia, me anulava e fugia, da imensidão que o meu eu nunca acreditou.
Um pequeno pedacinho de mim, ajudou-me a permanecer e a animar a vida de luz que a minha alma escolheu ser.
Abraço sem braços, voo sem asas, porque quero acreditar que no momento certo tudo me irá ser proporcionado.
Não rasgo as folhas do meu diário, porque fazem parte dum percurso, mas guardo o momento presente no meu coração... Até quando não sei... Quem me dera que fosse até sempre...

sábado, 24 de março de 2012

Escada... Triste...


Dias em que subimos e descemos escadas...
Dias que se repetem
Escadas iguais
Que teimam em ser pisadas...
Tenho andado a caminhar sem os pés no chão
Ou se estão não os sinto.
Tenho andado a aprender pequenos retalhos de vida
Quando me acho e encontro o sonho
Depressa me sinto a adormecer e a acordar
Para nem sequer ter tempo de sonhar
Os sonhos são pequenos pedaços de alegria
Acordo e vejo o nascer do dia
Que apenas nasce em mim e para mim
Descentrei-me de tudo
Choro sem lágrimas deitar
Acabo por amar a vida
Sem saber o que é a vida sem saber o que é estar
Estou triste
Muito triste
Sabia e fui avisada que ía estar assim
Não é sinal de perda
Mas sim de crescimento
Porque limpo o que acabou por ficar
Olhei-me há pouco ao espelho
Choro mas não vejo lágrimas deitar
A minha tristeza
O meu choro
São mera ilusão.
Reparo que o espelho onde me olho
Não reflecte
Não existe
Na realidade sempre o vi ali
Desapareceu
Ou nunca ali ficou.
Vou subir um bocadinho
Tenho tanto para chorar
Tanto
O meu coração há pouco ficou despedaçado
Porque como sempre faço
Acabou por ser julgado
Vou acordar
Vou-me deitar
Porque tenho tanto para ver
Tanto para fazer crescer
O que ainda não cresceu em mim
Essência ajuda-me a ser quem és
Ajuda-me a rir
Até que eu possa chorar
E adormecer a baloiçar na tua energia.
Sinto-me triste...


sexta-feira, 23 de março de 2012

Gelo Azul... cavaleiro que não partiu...


Talvez me apetecesse permanecer ali.
Fechada no azul, não do céu, mas do interior de um cubo gigante de gelo. Ficar a gelar um pouco do que tenho que transformar. Permanecer em segredo, amando e fugindo amplamente do medo.
As lágrimas tornam-se cristais que gelam e regelam a surpresa de existir.
Tenho urgentemente que descansar, isolada e fechada de tudo o que me afasta de mim.
Apetecia-me ser galáxia, uma pequena parte de mim, adora voar por aí, sem rumo. Deixar-se brilhar num rumo incerto.
Viajar por dentro de um pequeno cubo e traçar rotas pequenas, que alargam os horizontes de quem ama, de quem voa.
Ir de espada na mão, sem guerrear, apenas segurar um pouco de que me sustem. Sinto-me dama de um cavaleiro que me abandonou, porque nunca tomou conta de nada. Nem sequer se amou. Apenas lutou por seguir o seu instinto animal, o seu instinto de defesa.
Acabou e vai acabar por amar o seu outro eu, o seu outro ser de amor e loucura. Aquele que em criança acabou por perder.
Agora vou correr por esses caminhos verdes claros, cheios de sinais gastos pelo tempo.
Vou pedir um pouco de ti, para te abraçar e ao mesmo tempo me abraçar a mim. Porque quantos cavaleiros conheci?

quinta-feira, 22 de março de 2012

My heart is... new...

Tenho estado em reflexão
Não é profunda
É prática
Reparo que ninguém quer sofrer
Até eu própria prefiro sentir-me confortável sem dor
Do que vacilar no desconhecido...
Tenho contactado com tantas aparências de vida
Ainda não percebi
Porque se insiste em repetir
Padrões do passado
Se já se revelaram restritivos
Se já manifestaram tanta tristeza
Tanta desarmonia
Entre o que se é para agradar aos outros
Entre o que se é só por ser
Se o passo mais difícil de desprendimento já foi dado
Se já se conheceu a liberdade
De se ser o que se é
Porque se vacila em regressar
Ao padrão passado
Somos masoquistas
Com consciência sabemos que iremos ficar magoados
Doentes
Bloqueados
Pergunto porquê?
Para viver uma vida que não é a nossa
Para viver a essência dos que nos rodeiam
Que nem sabem que essência é essa
Até se existe a própria essência?
Ontem tive vontade de chorar
Tive vontade de regressar ao passado
Para curar tudo o que vivi sem ser por mim
Tudo o que vivi repleta de manipulação
Com consciência de que manipulava tudo e todos...
Um dia acordei
Não tinha nada
Ninguém tinha nada
À minha volta existíamos com o corpo e a alma
Agradeço o ter perdido tudo
Agradeço o ter manipulado até ao limite
Ter-me cansado
Ter ficado no vazio
Se hoje vivo assim feliz
Com interrogações
Foi porque entre amigos e muito mais
Dei por mim a crescer
A construir de novo
Se hoje sou o que sou
Foi porque um dia Deus me acordou
Colocou-me num caminho cheio de tudo
Cheio de nada
Escolhi o do meio
Libertou-me
Cegou o meu passado
Conduziu-me para a magia
Que hoje sou
Onde caminho
Onde tudo o que me destruía e escurecia
Acaba por se cruzar e desvanecer...
Segui a essência
Estou aqui
Principalmente a ser e a escrever
O que o meu coração palpitou.