Tenho
andado afastada e tão próxima de mim... Tenho-me sentado nos momentos que construo e
alimento... Tenho processado razões de existência e permanência na vida e no caminho...
Tenho-me desleixado da pretensão de alimentar o meu cantinho
aqui... Esse cantinho está em mim e liberto da frustração dos olhos que me Auto castigam. Sou mais feliz, tenho
menos tempo para mim, mas encho mais o vazio que me angustiava e
desorganizava... Estou em harmonia... Porque na harmonia massajo e desbloqueio
o coração... Sou a vivência da minha existência plena de razoes para ter
escolhido cair aqui e ter voado...
A minha essência tem cor... Descobri há bem pouco tempo, que se apagava aos poucos... Resolvi conversar com ela, senti-la e pedir-lhe se me ajudava... Não me respondeu. Fiquei triste... Continuei triste... ela ria-se, ria-se... Não me ajudas! Não me respondes! Já um pouco no seu extremo, disse-me: Já me sentiste? Já? Se me sentires e deixares de me ouvir... Escutarás a voz do coração... Ela tem razão, muita razão... Vou entregar-me à emoção...
terça-feira, 28 de maio de 2013
quarta-feira, 8 de maio de 2013
podias ter-me levado...
Queria tanto ser anjo...
Ter asas levantar voo e perder-me de voar...
Caíem-me lágrimas que me inundam a alma e não sei secá-las, escondê-las... Não sei se vou caminhar sozinha... Se tenho forças para continuar...
Gosto tanto de caminhar... De mãos dadas contigo e dar-te o meu abraço...
O maior, o mais amigo, o sentir mais antigo....
Caminho e estás comigo...
Vou contigo e vou na tua asa a flutuar...
Mais um abraço e um caminho...
E o que sinto é o teu vibrar aqui em mim...
Porque cada vez me sinto mais perto de ti... Mais perto do céu...
quinta-feira, 11 de abril de 2013
Céu...
Os olhos enchem-se de lágrimas
Os passos que dei sofrem de uma solidão ilusória
Procuro-me
Mergulho no mais profundo de mim
Perdida pelo desconhecimento cruel do meu aconchego
Armazeno prometidas memórias
Passeio nelas e vigio os momentos em que me perco
Sento-me no meio de mim
Dividida
Repartida
Passo por cima de mim a chorar
Porque solto tanta tristeza recalcada?
Porque me refugio no que conheço?
Porque me desobedeço?
Porque transporto luz e sou a luz da minha alma?
Mereço que a escolha
Sou a sua fonte reprodutora de mim
Adormeço e reconheço que o medo me desvia
Leva-me para o buraco mais escuro que noutros tempos mergulhei
Ando cega por te encontrar
Por te sentir Essência pura e feliz
Alma recatada e brilhante que em mim habitas
Quando hesitas preciso do teu abraço para me reconfortar
Preciso do teu peito para chorar
Preciso de ti para me sentir em casa
Lá bem em cima onde o azul me cobre e protege
Preciso de voltar para ti
Céu...
46... Sem tempo...
Uf!!! Consegui escrever!
Tenho tido tantos contratempos que me deixam completamente à toa.
Se tinha tempo, deixei de tê-lo. Às vezes as mudanças são radicais e completamente imprevistas, mas ao mesmo tempo inibidoras e renovadoras da alma. Tenho sentido isto mesmo.
Faço hoje 46 anos, ou melhor fiz hoje, porque já é quase dia 11 e nasci às 00:50 do dia 10 de Abril de 1967.
Foram os únicos anos até hoje, que não tive tempo para fazê-los... Por um lado até me dá jeito... Fazer 46 anos... Hum! É melhor deixar de ter tempo para os contar e esquecer este dia, para alimentar os 45 que tinha ontem.
Ai... Ai... Ai... Não é fácil fazer 46...
Tenho tido tantos contratempos que me deixam completamente à toa.
Se tinha tempo, deixei de tê-lo. Às vezes as mudanças são radicais e completamente imprevistas, mas ao mesmo tempo inibidoras e renovadoras da alma. Tenho sentido isto mesmo.
Faço hoje 46 anos, ou melhor fiz hoje, porque já é quase dia 11 e nasci às 00:50 do dia 10 de Abril de 1967.
Foram os únicos anos até hoje, que não tive tempo para fazê-los... Por um lado até me dá jeito... Fazer 46 anos... Hum! É melhor deixar de ter tempo para os contar e esquecer este dia, para alimentar os 45 que tinha ontem.
Ai... Ai... Ai... Não é fácil fazer 46...
domingo, 24 de março de 2013
A New Life...
Tenho saudades de ti, meu cantinho de luz, de escuridão, de amor e solidão... Meu cantinho, meu interior, que tanto ambiciono cuidar com amor.
Nota-se que estou feliz por estar de volta a estas linhas...
Andava ocupada sem tempo para nada que fosse teu. Sabes gosto do que faço, mas o tempo corre e deixa-me pouco espaço, para adormecer aqui nos teus braços. Adormeço por aí, sem saber onde...
Quando chego aqui e abro com a minha chave esta porta do meu ser... Sinto-me realmente ser o que sou...
Sabes ultimamente tenho estado assim... Mas nunca te esqueço, porque desde que me conheço que te escrevo e me escrevo, mesmo quando as ideias atrofiavam o meu ser, eu tinha sempre uma palavra para escrever...
Utilizo mecanismos de fuga para não sofrer mas não resultam.
Pensei ser diferente procurei nova gente, mas não me servem para preencher a alma. Sabes que acredito nas verdades lá de cima, sem fantasias, sem perfeições mas não aguento a mentira, nem a hipocrisia... Estou triste... Ao mesmo tempo livre e feliz.
Porque sempre fui selectiva mas quando escolho é para sempre... Para sempre até a minha essência sorrir...
Ai! Ai! Tenho uma nova vida! Que não sei qual é! Mas é muito mais rica porque vive dos vestígios da pobreza que estou a criar em mim... Ser pobre de bolsos vazios mas de coração cheio... DE AMOR E LUZ...
domingo, 10 de março de 2013
Olha, olha esta luzinha...
Olha, olha esta luzinha...
Estas lágrimas que caiem... Manifestam a rebelião de uma tristeza sem fim a soltar-se.
Estou prestes a perder o norte... A resolver-me na mágoa que alimentava para me entristecer à força. O que se constroíe em mim, é de uma fonte pura que se turva pelos pensamentos envenenados do mais profundo ego, que escondo por vergonha de ser.
Apetecia-me ser criança outra vez... Para poder sentir a vibração da inocência pura... Aquela que não foi manipulada por tudo o que tenho e que ficou. As minhas pestanas estão a arder, de profundas noites de sofrimento...
Existem canções de embalar que me adormecem profundamente e me descontroíem...
As lágrimas que deito são das saudades que já não lembro, apenas permanecem aqui no mais profundo canto do meu coração.
Eu sei...
quarta-feira, 6 de março de 2013
Resisto...
Sinto tantas saudades do descanso...
Sei que não era feliz mas descansava...
Em toda a minha vida só estou bem onde não estou... E continuo assim!
Com saudades de tudo o que não tenho, quando tinha nada sentia, a não ser a vontade de mudar.
Por isso vou mudando ainda num registo psiquico antigo, que alimento para me sentir ainda um pouco no passado. Despojei-me de muitos valores e bens... Nisso sinto a loucura crescer em mim, trazendo-me toneladas de alegrias e de muita perdição... Sim, sim, ando perdida de mim, e isso é muito bom. Ontem caminhava e as minhas pernas reflectiam o cansaço, a perda de resistência. E mesmo assim quero resistir, resistir, para não me perder...
Que coisa, esta vida está sempre a puxar-me para a frente e eu remo para trás... E nada acontece dentro da previsão... Nada mesmo nada...
Nada!!!
Por isso quando não estiver aqui, estou lá naquele registo que resisto para não deixar...
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