A minha essência tem cor... Descobri há bem pouco tempo, que se apagava aos poucos... Resolvi conversar com ela, senti-la e pedir-lhe se me ajudava... Não me respondeu. Fiquei triste... Continuei triste... ela ria-se, ria-se... Não me ajudas! Não me respondes! Já um pouco no seu extremo, disse-me: Já me sentiste? Já? Se me sentires e deixares de me ouvir... Escutarás a voz do coração... Ela tem razão, muita razão... Vou entregar-me à emoção...
terça-feira, 9 de agosto de 2011
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
A Paz
A paz
Nasce em nós
Vive em nós
Procura-se
Desiste-se
Mas voltamos lá...
Porque somos livres na busca
Quando tudo nos inunda de obstáculos
Quando o caminho se cruza e inicia num mundo distante
Estamos sentadas
Esperando a magia da loucura
que tanto nos perde como acha
Aqui
Ali
Lá
cá
Mora a paz
No fado mais bem cantado
Aquele que na realidade nunca ouvi...
08/08/2011
Voa-se e ...
Às vezes voa-se
Outras arrasta-se
Outras está-se
Onde não interessa...
Vive-se
Renova-se
Surge a imensidão
Que importa de onde?
Sonha-se porque se ressurge
A lembrança
A esperança
De se Ser...
Abro os braços
Choro
Rio
Vou
Sou o que Sou
Se virem por aí um bocado de mim
Foi porque o vento o levou...
A quem mo entregar
Fica a lembrança que me reintegrou...
Às vezes voa-se e caiu-se...
Que bom!
Aprende-se a ser...
08/08/2011
sábado, 6 de agosto de 2011
Às vezes... A Saudade...
Às vezes...
Sente-se em nós a lembrança inexplicável
De uma saudade sem vontade
Que nos trás a lembrança do passado...
Remando num rio tão estreito
Onde se bloqueia a margem
Mais infeliz do peito
Resmunga-se
Sofre-se
Com a razão de se ser
De viver e reviver
O que nunca se devia ter esquecido... Um pouco do incompreendido.
Achei e perdi
Uma parte do significado
De estar aqui...
Louvo ou escondo-o... A quem?
Ao passado...
Que faço à dor...
Trago-a...
Revivo-a e deixo-a ir...
Volátil sobe e esvai-se em pleno Universo...
Às vezes volta a lembrança...
Como uma dança...
que se perde...
Pela antiguidade...
Que importa a vontade...
Se sinto tanta Saudade.
04/08/2011
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Aceitação...
Que ridículo
Não viver na aceitação
Temer a evidência do melhor para nós
Fugir sempre
Sem saber para onde
Fugir por fugir
Ir...
Entrar num fundo de ilusão
Criar personagens
Que se atraiem
Se repulsam
Que contracenam porque tem de ser
Independentemente das afinidades
Das sincronicidades ajustadas no momento
Aquele momento criado pela mente humana
Inspirada por uma força superior
Que se deixou ir...
Chegou aqui
Estacionou a razão
Entregou-se ao momento
Uma luz iluminou um cantinho de si
Um pedaço do seu sentimento
Não do outro
Mas seu
O foco começa a expandir
Expandir
Sente uma explosão
Assiste-se ao palco mais sereno
Mais sincero
Um coração desprende-se
Ilumina-se
Chora
Começa a chorar
A chorar
Inunda o palco
Do momento fogo
Nasce um momento água
Cada vez mais água e arrasto-me na terra
Onde me insurgi
Repentinamente do anonimato
Do nada...
03/08/2011
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
O Rio flui ... em ti
Ouve-se um correr
Não é rio
Não são crianças
Não são lembranças do vazio
Ouve-se chiar
Não são pássaros
Não são baloiços
Não são brinquedos
Não são vivências com medos
Será que se ouve?
Se algum dia parar a mente
Se algum dia me sentir
diferente
Vou por aí em busca...
Buscando o que perdi
O que me trouxe até aqui
Onde flutuam nenúfares
Onde se ondulam algas
Onde se mergulha na própria solidão
Um dia
Sempre um dia
Vou acordar de uma noite
Sem frio
Sem rio
Sem luar
Vou permanecer ali
Na alegria de ouvir correr
Seja o que for
Corre
Cria movimento
Mesmo levada pelo vento vou
Tenho que ir
Não posso mais fugir
Deste bloqueio
Que construí...
Aqui.
Não é rio
Não são crianças
Não são lembranças do vazio
Ouve-se chiar
Não são pássaros
Não são baloiços
Não são brinquedos
Não são vivências com medos
Será que se ouve?
Se algum dia parar a mente
Se algum dia me sentir
diferente
Vou por aí em busca...
Buscando o que perdi
O que me trouxe até aqui
Onde flutuam nenúfares
Onde se ondulam algas
Onde se mergulha na própria solidão
Um dia
Sempre um dia
Vou acordar de uma noite
Sem frio
Sem rio
Sem luar
Vou permanecer ali
Na alegria de ouvir correr
Seja o que for
Corre
Cria movimento
Mesmo levada pelo vento vou
Tenho que ir
Não posso mais fugir
Deste bloqueio
Que construí...
Aqui.
02/08/2011
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Estórias (Inicio)
Saí um Fim-de-semana, em busca de novos conhecimentos ancestrais e experiências. Como sempre tenho um grande interesse pelos monumentos românicos e góticos. Acabei por ficar no românico. Gosto de sentir a pedra, olhar o trabalho com o coração, encostar-me aos sinais que o tempo deixou permanecer.
As minhas histórias não são aquelas que estão nos livros escolares, as minhas histórias são histórias vividas com a permanência da sabedoria de autores menos conhecidos, ou menos falados. Ainda bem antes que destruam o pouco que resta energeticamente!
Vi autênticos atentados aos templos, mas mesmo assim nota-se a energia telúrica que o tempo não esqueceu.
Pedras trocadas, altares desviados, caminhos cortados, pedras roubadas, um misto de falta de sensibilidade e cultura.
Voluntários com chaves enormes e enferrujadas pelo tempo… voluntários que nos contam algumas marcas, mas não aprofundam, porque nunca precisaram.
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