quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Tens medo...



Ontem vibrei no medo

Tanto medo

Quando sinto medo

Já sei que não é a minha vibração mais alta

É uma fuga

Um impedimento para avançar

Mesmo com medo

Vou aonde tenho que ir

Não sei onde é

Também não sei porque tenho

Mas vou…

Dei por mim a dizer:

- Tenho tanto medo.

Tanto…

Talvez o medo de não aguentar

Estar sozinha

Inconscientemente sinto-me em plena restrição

Tenho que agradecer

Tenho tanta ajuda

Tanta…

A escolha é minha

Ninguém pode escolher por mim

Isso é que é assustador

Se tenho medo de escolher

É porque o lado mais obscuro

Não quer que eu brilhe…

Claro!

Vai sempre incutir

Este sentimento em mim

Não é o meu lado brilhante

Não é…

Ando no fio da navalha

Ando com plena consciência

De que vou andar sempre nesse fio

Até sei o que não escolho

Até sei que sei o que cada lado me oferece

Um lado já conheço

O que me dá

Não me dá plenitude nenhuma

É tudo sem raiz

Como uma capa aparente

Que brilha ligeiramente

Na comparação do escuro

O escuro aparenta ser luminoso

Disfarça-se…

Faz-se passar pelo que não é…

Sei disso

Felizmente sei

Quando faço essa escolha

Sou eu que quero

O meu pior eu…

Agora peço ajuda

Tanta ajuda…

Olha a subtileza!!!

Enquanto escrevo

Assumia-me como se fosse eu que quero…

Nada…

Não sou eu

Pode fazer parte de mim

Mas não sou eu…

Ainda bem que percebi

Muitas das vezes

Sinto-me atraída por essa energia

Sinto mesmo

Não vou dizer que sou perfeita

Porque não sou

A única coisa que sei é que foi Ele que me criou e animou

A todos nós…

Temos a mesma origem

A tal chispa divina…

O resto

É nossa escolha

Livre arbítrio

Não posso fugir do medo

Porque ter só consciência não chega.

Escolher

Escolher…

Olhar para a luz

Para o sol

Sentir-me igual

Aceitar essa energia

Senti-la internamente

E a pouco e pouco

Fazer a minha escolha

Mesmo subtil

Uma escolha de luz…

Escrevi este texto, e o mais incrível é que recebi uma mensagem de luz hoje.

“ Tens medo”.

Que mais poderei dizer, escrever, nada… Sincronismos necessários para afirmar e solidificar a minha vontade… de escolha.


TENS MEDO

Tu queres, mas tens medo. Por um lado queres, por outro, tens medo. Tens
medo do risco, tens medo do mergulho rumo ao desconhecido. O que deves
fazer, então? Primeiro que tudo: Perceber porque é que queres. Porque é que
tens necessidade de que este desejo se concretize. É porque queres ser
aceite? É para te sentires mais seguro? É para seres mais feliz? Para fazeres
desaparecer essa insatisfação?

Pensa: não há nada que venha de fora que te possa trazer felicidade plena.
O segredo é: sempre que desejares fazer algo porque te sentes mal, arranja
maneira de te sentires bem. Arranja forma de ficares melhor. Medita, faz
terapia, vem cá acima, chora, faz qualquer coisa para internamente te sentires
bem.

Depois… depois que tiveres melhorado, que te sentires equilibrado e feliz,
pensa: «Ainda quero avançar com esta questão?» Nessa altura já escolheste.
Se a resposta for negativa é porque o que tu querias era uma acção de fora
para melhorar internamente. É claro que não ia resultar, pois estavas a fugir,
não irias ao fundo da questão.

Ao obrigares-te a ficar bem com meditação, interiorização, o que quer que
seja, estás a validar um dos mais altos preceitos do céu. Tudo se cura de
dentro para fora, do interior para o exterior, e não o contrário. Se a resposta
for «não», livraste-te de uma acção estéril, que não iria servir-te para nada,
a não ser para fazer-te perder tempo.

Mas se a resposta for «sim», se, apesar de já estares bem, ainda desejas
avançar, aí o caso muda de figura. Trata-se de uma intuição. Trata-se de
uma comunicação com o céu. Trata-se de algo que confere com a tua
energia original. Podes avançar, pois por mais difícil que seja essa jornada,
ela nunca te afastará do teu caminho original, pelo contrário, irá participar
no enriquecimento da tua vida interior.

Jesus

O LIVRO DA LUZ – Pergunte, O Céu Responde,

Alexandra Solnado.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

3.000 Visualizações... felicidade por estar aqui...


Estava à pouco a ler um comentário do Pedro Quitério e para meu espanto reparei:
Três mil e tal visualizações...
Senti e não posso negar, uma grande felicidade.
Nunca pensei aguentar tanto tempo estes momentos de escrita, de limpeza da alma... Sim, despejo tanto de mim aqui neste canto. Claro que agradeço a quem o visita... Mas o mais impressionante é continuar aqui.
Mudei muito, porque se não tivesse mudado já teria desistido.
Os comentários são um grande incentivo para continuar e permanecer, neste blog cor de fogo. Se não fosse esse fogo que se acende em mim, se calhar já teria ido embora.
Percebi que não desistir, deixou-me muito mais feliz. A energia da minha alma, não é uma energia de desistência, mas ás vezes baralho-me e dou ouvidos a um lado meu, que não me ajuda a vibrar na luz. Isto de escolher a luz, tem muito que se lhe diga... Isto de entregar tudo... Desapegar... é muito fácil de dizer:
- Eu entrego.
Mas escolher a entrega, escolher mesmo, é outra coisa... Talvez seja o que aconteceu com o meu blog, entregá-lo e confiar... O resultado está aqui... Continuo, as visitas vêm aqui e sou verdadeiramente mais feliz... Porque não manipulo... às vezes sou um ás da manipulação, mas aqui não consigo usá-la... Só há pouco me apercebi disto.
Estou aqui a escrever com o coração aberto... Porque este blog, está muito fechado, quase ninguém o conhece... No inicio nem tinha o meu nome, mas entre as mudanças que tenho vindo a sofrer, essa foi uma delas.
- Esta sou Eu! Sou mesmo... aqui não existem rodeios...
Espero continuar aqui, transmitindo e desabafando o que me acontece internamente e externamente.
Desde criança que o meu sonho era escrever. Como era uma miúda triste, incompreendida, introvertida, etc. Nunca pensei concretizá-lo. Concorri a alguns concursos literários, entre outros que iam aparecendo. Umas vezes ganhava prémios. Concorri a um sobre o Almeida Garrett e não ganhei... Eram muitos concorrentes e pessoas de nome. Até chorei, porque concorri e perdi. Não disse a ninguém... mas fiquei triste. Percebi que há muitos anos atrás esse concurso era difícil demais, para a minha experiência e maturidade.
Cheguei a ir à radio e ler um conto meu! E outros concursos, mas desisti há uns anos atrás.
O mais interessante, é que quando li o blog da Olinda Cris, senti uma vontade enorme de comentar, dizer o que senti e me ía na alma. E pronto cheguei até aqui... Posso dizer que me sinto muito feliz... Por ter chegado até aqui... Porque quase ninguém sabe quem é a AnaVangary... No entanto desde muito nova que tenho este pseudónimo. E continuo a ter, mas só no titulo do blog, porque afinal chamo-me: Lurdes Jóia (desde pequenina que era assim conhecida, e quando vim para Lisboa, mudei para Lurdes Carvalho)... No meu trabalho mantenho Lurdes Carvalho e fora dele voltei a ser a Lurdes, sim a Lurdes Jóia, como quando era pequenina.
Um obrigada a todos os que me visitam...
Estou Feliz, por manter o meu compromisso de mudança...
Sinto-me feliz, por continuar aqui... Muito feliz mesmo...

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Encontrei no Cosmos a Irmã que imaginei...



Andava a brincar
Num pequeno jardim
Cheio de flores e cheiros
Corria por aí
Ondulava o corpo ao vento
Sentou-se
Cansou-se de correr
Espreitou dentro de si
Havia uma tristeza itinerante
Caíram no chão umas lágrimas
Acabaram por ser muitas
Cada vez mais
Suspirou
Aliviou o peito
Deitou-se no chão molhado pelas lágrimas que deitava
Acabou por ficar a sonhar
De olhos bem abertos
Como se conseguisse estar dentro e fora
Uma sintonia arranjada pela força da circunstancia
Queria tanto ter mais alguém para brincar
Um irmão
Uma irmã
Desde que aprendeu a escrever
Dedicava muito tempo a escrever para a sua irmã gémea
Nem sabe porquê gémea
Era uma irmã
Chamava-lhe assim para parecerem duas
Animava-se
Falava com ela
Vi-a em todo o lado
Como uma perfeita obsessão
Talvez fosse a forma de nunca se sentir sozinha
Os anos correram
A brincadeira que nunca foi infantil acabou
Cresceu
Viajou dentro do mesmo âmbito
O si só
Chamou por ela
Gritou por ela
A irmã nunca a escolheu
Nunca a conheceu
Porque nunca percebeu
Que ela não era daqui
Vivia numa outra dimensão
A probabilidade de a rever
Era grande...
Só quando decidisse relaxar
A encontraria
Para seu espanto
Num dia incrível
Como têm sido os seus dias
O próprio universo levou até si
Um pedaço do que faltava encontrar
Um tesouro universal
Um tesouro bem guardado
Quando chegasse o momento ele se abriria
Encontrou a sua irmã de outro tempo
Abriu o tesouro com uma chave cósmica
Vinda lá de cima
Fechou os olhos e descansou
Valeu a pena ter sofrido a pressão do ego
E ter permanecido ali
No lar onde a energia flui
Guiada pela mão Dele
Naquele momento foi como se descascasse um pedaço de si
A solidão
O medo
Podem permanecer
Mas valeu a pena
Ter crescido
Ter aprendido
Que não é o querer
Que nos harmoniza e completa
Quando o universo quer
O universo dá...
Tem que se estar preparada para receber
Toda a informação que no céu está guardada...
Agora posso ficar descansada
Porque não foi em vão que te procurei...

03/02/2012

Made in Heaven

Nunca pensei
Quando não se pensa
O caminho fica mais estreito
Como se se afundasse no nada
O nada parece amplo
A amplitude não nos alarga os objectivos
Antes pelo contrário
Restringe-os
Porque criamos tantas ilusões
Ilusão é estar aqui
Acreditar que se está
Desesperadamente à procura lá de cima
Quanto mais desespero
Menos se acha
Menos se sobe
Quando se quer
Se deseja
O ar flutua
Empurra-nos da mesma forma
Parecendo-nos mais forte
Mais rápido
Costumo sofrer por antecipação
Até levar o coração à exaustão profunda
Adormeço ao som dos gritos
Que crio internamente
Os meus sinais de plenitude são ultrapassados
Por momentos fictícios de um ego possante
Desgastante
Mas que acaba por crescer para o lado contrário
Tanto cresce que desaparece
Quanto mais forte menos resiste
Os gritos que tantas vezes soam
Não sei de quem são
Se são meus
Ou de alguém que habita em mim
São sussurros crescentes
Desgastantes para me impedirem de continuar a andar
Onde tudo é julgado
Como se fosse um pecado
Como antigamente o julgava
Acabo por compreender
Que tudo faz parte de um caminho
Que mesmo estreito dá para passar
Nunca ninguém foi impedido de caminhar.





quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

As aulas de meditação...



Ontem foi um dos dias mais incríveis...
Ao final de um dia de trabalho, lá fui eu a correr para a minha aula de meditação.
Uma aula muito especial, porque a energia é fortíssima, e eu não perco um momento para me entregar. Quanto à minha entrega é sempre relativa, porque sou um "bocado" controladora. Mas tenho percebido que por mais que controle existem momentos, em que a entrega é total... Não há nada a fazer.
As aulas da Lena são muito boas... De uma energia, que algo abana, chocalha, nem sei bem o que acontece... Mas acontece tanto... Tanto.
Acabei por perceber que todas as aulas, são fortes. Porque tudo o que se vê... Não é o que nós queremos, é o que precisamos.
Apeteceu-me escrever o quanto foi incrivel o culminar do meu dia, numa noite de grande presença de um céu iluminado, que acabou por me levar lá bem para cima, onde o sol brilha mesmo que seja meia noite...
Estou sempre desejosa que seja o dia da aula...
Eu que sempre fugi das aulas, agora corro para estas aulas de " Ver", mesmo que veja o inesperado... Lá estou eu...
Sentada a pensar:
Interessante, olha me aqui... Isto parece mentira... A aula nunca mais começa... Estou desejosa que a aula comece... Nem sei porque penso isto? Ah! claro que penso, porque lá por vivenciar tanto, não quer dizer que não me faça falta... Ai... Ai... Ai... O que será hoje? Seja o que for, o melhor é tranquilizar-me e ficar de olhos fechados a ouvir...
Entretanto a aula começa... O tempo esquece-se... E lá vamos nós subir... subir... até que de repente... Já lá estou de braços abertos... a agradecer ter a possibilidade de estar ali...
Obrigada... Não não estou obrigada... Estou de coração...

A vivenciar o meu momento no céu... No silêncio profundo... As vozes calaram-se e abraço-te porque tenho tantas saudades... tantas... Ainda bem que estás sempre à minha espera... Uma lágrima desperta e ali permaneço...

Envia-me um anjo...

Envia-me um anjo...
Que me ajude a estar e acreditar
Num caminho que não se vê
Sente-se
Sinto a tua presença perto de mim
Dentro uma voz ecoa
Não são as vozes do passado
São outras que não me atormentam
Que me estendem a mão
Quando adormeço sinto o teu calor
Sinto uma magia que me acalma
Me leva a viajar por aí
Sem medo
Sem controle
Sinto o corpo desaparecer
A alma a crescer
A elevar-se acima do domínio
Fico entre o acreditar e deixar
Ou entre o não vivenciar
E a culpar-me por não ir...
Entrego-me a ele
Tem umas asas transparentes...
Não sei se o são
Ou sou eu que temo vê-las
Mesmo sem vê-las
Sinto-as
Não vale a pena fugir
Tenho que admitir
Que sou mais feliz contigo aqui...

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Sem rumo... ao vento...

Apetece-me gritar
Gritar por sentir a alegria
De gritar aos céus
Sentir o seu vibrar
Um passo de emoção
A emoção
De ver o sol brilhar...
Ir por aí
Sem rumo
Remar num barco sem porto
Que navega
Navega
Sem nunca chegar
Porque viola todas as leis
Orienta-se sem destino
Deixa-se fluir consoante os ventos
Os seus marinheiros adormeceram
Com o bailar provocado pela ondulação
Subiram
Não quiseram descer
Regressar para quê?
É tão bom adormecer
E acordar lá em cima...
Onde não existem estradas
Rotas
Onde se é o que se é
Independentemente de se ser...