domingo, 19 de agosto de 2012

As lágrimas do céu...



Hoje relembro com saudade o dia de hoje,
Sinto uma alegria brotar de dentro do meu peito...
O que ontem se apertou também se libertou, ao acreditar em ti...
Sabes que a vida dá-nos alegrias inesperadas e experiências que julgamos falhadas, mas que apenas nos trazem outra forma de viver...
Ou melhor outra forma de gostar de viver...
Em tempos já idos, quando os descobrimentos nos trouxeram a lembrança de factos heróicos, deixaram marcas de amor incondicional e de entrega absoluta ao céu...
Ao partirem deixavam para trás uma vida absoluta de amor...
Sinto essa entrega absoluta de amor...
Sinto-a hoje aqui dentro de um recanto que estava encerrado a sete chaves...
Dentro de mim...
Não é lembrança...
Não, não é.
É mesmo real...
Sinto vontade de chorar...
Não de tristeza, mas sim de saudades vossas...
Amigos incondicionais do céu...
Desse mesmo céu onde brilha uma estrelinha que nunca conheci mas que a sinto internamente...
Por isso estou aqui a chorar de saudades dessas lágrimas que me trazem a lembrança de uma luz que nasceu e permanece lá em cima...


Estava à pouco a relembrar e senti umas lágrimas a desbravar por rostos perdidos e vencidos... Percebi que era o meu rosto a deixar-se banhar, pela água salgada... de um mar já navegado...
E senti mais uma gota a cair...
E mais uma...
Gotas sem fim, onde navegam charcos pequeninos de outras eras a saltar...





Senti-me nas nuvens...



Regressei diferente...Muito diferente.
Sinto-me cada vez mais feliz por acreditar nos teus sinais...
Por ter amigos como tenho e sentir-me nas nuvens cá em baixo...
Não vou contar o que se sente...
Não consigo.
As palavras são vazias para expressar o que um coração sente.
Só sei que regressei muito diferente...
Em plenitude...
Sentindo a tua luz em cada olhar...
Em cada batimento do meu coração.
O porquê não sei...
Só sei que gosto tanto de ti JC...


Só sei que tenho razões para viver, muito fortes...


terça-feira, 14 de agosto de 2012

Barquito de papel...

Estou prestes a realizar um sonho...
Daqui a pouco saio de saco na mão e mochila. Roupa quente e também roupa fresca. Espero que o tempo seja propicio para a viagem.
Não me posso queixar de nada, tenho tido a boa fortuna de ultimamente os meus sonhos se concretizarem. Deixei de me lamentar e entrego-me a Ele. Desde que me comecei a entregar tenho recebido grandes dádivas. Uma das maiores dádivas tem sido a amizade. Sou tão difícil em fazer amigos, mas quando os faço ficam para a vida. Tenho amigos para a vida, logo a minha vida tem que ser feliz.
São amigos para todas as ocasiões, e todas as ocasiões são poucas para estar com eles.
Sabes Deus, tenho tido vontade de correr e agradecer ao Universo ser tão nosso amigo. Nunca tinha percebido, aliás achava-me desprezada pelos teus braços e só há bem pouco tempo, percebi que isso era amor, para me deixares crescer e perceber, a grandiosidade que tudo é.
Hoje estou repleta de fé, rendo-me a tudo e aí vou flutuando e emergindo de dentro de mim.
Vou saber quem de facto sou... Além de me ir descobrindo, vou-me apercebendo do quanto se deve aproveitar tudo o que vida nos dá. Somos da vida, Somos...
Espero voltar com novas histórias para contar e fica sabendo que és tu que me vais ajudar a contar.
Porque estás comigo sempre e tenho que confiar...
Acordei e recebi uma mensagem do meu amigo e irmão de sempre muito bonita. Hoje sei que é um dia especial. A nossa vida cruzou-se e transmutou-se de mãos dadas. Já brincámos noutros tempos e nestes tempos dei por mim a andar de trotinete, a saltar no tampolin e ser tudo o que resta de mim.
Criança a navegar num barco à vela de papel...
Ter o céu como céu...
E o resto voltarei aqui...


domingo, 12 de agosto de 2012

A escola do Castelo onde andei...



Andei na escola primária do Castelo... Que ainda hoje se mantém igual.
Todos os dias lá subia a rua do Relógio, encontrava a minha amiga Liliana, e lá íamos as duas.
A minha professora ensinava muito bem, era uma professora à moda antiga, mas o que é certo, é que se aprendia. Chamava-se Alta Roxo, já faleceu. Quando a minha mãe lhe disse que eu ia para direito, ela disse que eu não devia ir, porque era muito sincera. Tinha razão, mas não acreditei na altura. Ela conhecia-me muito bem. Às vezes tenho saudades desses tempos. A minha professora transmitiu-me muito bem a língua portuguesa, por isso sempre fui apaixonada por literatura.
Os anos passaram e nunca mais a vi, há uns anos soube com tristeza que ela já tinha partido...
Sinto saudades mas nunca a esquecerei.
Eu não sei como era, sempre fui um misto, tanto tinha a loucura dentro, como era certinha. Um dia às escondidas saí da escola e fui à sede do PCP, pedir um autocolante. A minha família era toda de direita e eu também sempre fui, mas naquele dia pequenina, deu-me para aquilo. A minha avó era a minha grande companhia, ajudou-me a criar (como diz a minha mãe), um dia por engano votou no PCP e andou uma semana a chorar, porque não sabia ler nem escrever e enganou-se a pôr a cruz. Nós brincávamos com ela, e  ela só chorava. Parecia que tinha cometido um crime, e na sua razão de ser sentia-se uma traidora. Fui educada na verdade, em muitas verdades, que hoje não acredito, mas a educação de base é aquela que ainda hoje sigo.
A minha escola está igual, mas os anos deram-me sabedoria e amadurecimento. A rua está linda, o local e arredores ainda vivos como se fosse naquele tempo.
Pequenina, muito pequenina lá ia... O mais engraçado é que nunca gostei de estudar... Por obrigação...
Sempre estudei nas vésperas... Quando andei em direito não resultou... Ainda bem...
Hoje sou feliz porque faço o que gosto... Com amor, o mesmo amor que a minha professora tinha pela sua profissão...
A semana passada quando percorri as pedras da calçada, ainda consegui sentir os meus pés pequeninos, a subir para a escola, com vontade de voltar para trás. Lembrei-me vivamente da minha tragédia a aprender a tabuada... Nunca gostei das contas para nada... Mas as palavras ainda hoje as oiço, a ainda hoje vibro com elas... Quem me dera ter a minha professora outra vez, para me transmitir sempre o respeito e a amizade que tinha por nós.
Que bom que é sentirmos que somos amados por quem nos ajuda a crescer...

Fotos foram tiradas por mim:


 Rua do Relógio

Praça Velha (onde me encontrava com a Liliana)

Rua do Castelo (rua da minha Escola Primária)

Ao lado direito o muro da minha escola

A minha escola 

A minha escola

A minha escola

Em frente à minha escola, o Museu Cargaleiro (construção recente)


 Museu Cargaleiro, edifício inaugurado mais recentemente. 

 Praça Velha, aqui era a prisão, depois biblioteca e em baixo a cruz vermelha (onde levava injecções)

Rua do Relógio, com a torre do relógio.

Rua que percorria para ir para a escola

Rua do relógio

Ao final do muro um toldo amarelo, era aqui a papelaria do Sr. Raul, a papelaria Ramalho, onde eu comprava tudo.





Este video tirei-o do Youtube, para se ver a torre do relógio:



sábado, 11 de agosto de 2012

Quem eu sou...


Sinto-me assim...
A fazer tantas coisas...
Gosto de todas...
A minha nova máquina fotográfica estreou-se na minha terra natal...
Estou na minha fase de laser
Gosto de escrever... Muitas vezes pensava:
- Não sei fazer mais nada a não ser escrever e inventar versos...
A vida transformou-me...
Hoje estou diferente.
Há um ano e alguns meses conheci o blog " Quem Eu Sou"... 
Mudou a minha vida...
Tenho este cantinho que trato com amor e desabafo alguns momentos...
Nunca gostei de partilhar o meu interior... Porque sempre o protegi com vergonha.
Agora ando por aqui a deixar rastos de mim...
Sou tão feliz...
O blog da Olinda ajudou-me a libertar... 
Consegui continuar o meu sonho de criança...
ESCREVER...
A minha máquina teve um propósito...
Levou-me a fotografar numa outra dimensão a minha cidade...
A minha família...
Aquilo de que há muitos anos fugi...
Gosto de fotografia...
Fotografei imenso...
Todos os dias...
Tenho visões com as imagens que se constroem no meu coração...
Olho para as fotos vivas de emoção e sinto vontade de chorar...
De alegria e saudade...
Gosto tanto de tanto...
Gosto de quem me visita e me ajuda a continuar...
Não tenho meditado...
Não tenho...
Mas este meu canto é a meditação mais pura que senti...
Olho para o céu e vejo fogo de artificio...
Sinto-te aqui em baixo...
A festejares no céu...
Um pouco de ceú aqui e volto para ler um pouco mais...
"Quem eu sou" e o caminho para a minha alma... Antes para a descoberta...


Um pouco do turbilhão que vive em mim, e na essência a essência da luz...




sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Na minha terra senti-me voar...


Na minha terra senti-me voar...
Senti-me voltar a sentir o que era em criança...
Estou com vontade de chorar
Porque sinto que me perdi por longos anos...
Há pouco sentia saudade
Uma saudade profunda dos meus tempos de fuga...
Ao fugir não fui...
Por não fugir voltei...
A minha cidade é de facto tudo o que sonhei...
Ao voltar os sonhos voltaram a acordar e sinto-me a despertar por aí...
Exalando a saudade que ficou em tempos achados...
Num mundo perdido...
Amo a vida!
Faz sentido hoje...
Ontem não...


quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Regressei à minha origem...

Fui de férias e estou de regresso...
Foi tão bom voltar às origens! Desta vez resolvi ir e sentir o que é ser Albicastrense... Ser o que sou...
Não nasci naquele local por acaso... Não pode ser. Somos influenciados pelo universo que se encarrega de nos orientar... A sua oferta é sempre generosa. Aceito-a...
Estou no autocarro a escrever e a reflectir sobre tanto...
Fui feliz e infeliz ali... Fui o que fui... Porque carregava esse peso? Porque fingia que não gostava? Para ser forte, mas não sou. Verdade, não sou mesmo... Sou frágil...
Hoje senti desprenderem-se lagrimas enquanto partia. Fez-me relembrar à 25 anos atrás. Era assim, vinha, passava o fim de semana e regressava a Lisboa, para a universidade, para o trabalho, para a vida... Para a via.
A sensação de chegar à terra Natal é incrível... Sente-se o cheiro, o ar, a vida, o céu... Abre-se o coração e subimos... Eu pelo menos subi...
Cheira a Castelo Branco... Abre-se o vidro do carro... Põe-se a mão de fora e sente-se... E verbaliza-se: Já chegámos...
Respira-se fundo. O coração bate tranquilamente... Agora já posso ir...
Como se fosse um desejo...
Um ritual...
Não choro por Lisboa... Reparo nisso agora mesmo! Mas choro por ti...
Algo acontece intrinsecamente...
És a Lurdes jóia? Sou...
Sou a tua amiga que foi para a Holanda à 29 anos...
Amália, és tu...
A vida foi dura, mas nunca a teria voltado a encontrar, se não regressasse à rua onde vivi...
A minha terra está linda... Sempre foi linda... É linda...
Tenho lá a minha família... Tenho lá as origens... Um dia Hei-de voltar... Vou voltar...
Sou de lá... Não sou de Lisboa, eu achava que era... Não sou...
Sempre que acho que sou de algum sítio, nunca sou...
Daqui a 1hora, chego a Lisboa...
Depois Alcabideche...
Vivo lá...
Só...
Gosto muito...
Mas sou de Castelo Branco...
Sou feliz por ser daqui.
Sou feliz por estar aqui...
Sou feliz!