segunda-feira, 25 de julho de 2011

Sonhar é um gasto da mente sem fim

Sim

Um sonho de amor

Um sonho de ilusão

Um grito que reflecte um sorriso

Uma lágrima que trás um rasto de dor

Um viver sem esperança

Sem querer sofrer tudo isto nada me diz

É utópico

É absurdo

Querer encarar a realidade e fugir dela

Ter uma vida sem viver

É um sol que um dia se envergonhou de mostrar o seu brilho

O seu sorrir

Quando a noite se transforma em solidão

Chego a pensar que vou morrer

Sinto um rasto de perseguição

Que me ignora

Que me faz correr no sem fim do tempo

Ás vezes a noite é um abismo de sonhos

Que se tornam pesadelos

Que vão afectar a mente

Esta que deixou de pensar

Para dar ouvidos àquilo que não se vê

Uma sombra que ri calada

Que quase não diz nada

Mas fala do temor do vento

No temor do medo

Ás vezes uma traição do rir

Influencia o sofrer

Que faz de mim um ser

Que apenas existe

Nos cúmulos do fim.


21 de Maio 1984

15h 58m

Poesia 1

Olho o passado
Esqueço
Sinto e vejo a facilidade do que não é meu
Um sofrimento juntou-se ao meu ser
Mas nunca
Jamais irei esquecer
Que ele está aqui dentro de mim
Mas não o escolho
Não escolho
Não quero a tua energia
Porque me consomes e usurpas a essência
Hoje vi a minha Energia vibrar
Brilhar
Uma essência dançarina
Que paira no ar e reluz
Roda
Deixando um rasto brilhante e radiante
Afinal consegui ver a luz
Aliás Eu Sou luz
Sou
Sei que sou
Não te vou dar ouvidos
Queres estar aqui
Deixa-te estar
Até podes conversar comigo
Mas pouco me importa o que dizes
Porque já não sinto a tua energia
Até a sinto mas prescindo dela
Estás
Não te posso dispensar
Mas posso ignorar a tua existência
Sabes que o Sol tem calor
O céu é acolhedor
Acolhe-me internamente
E faz-me feliz
Não sei o que vem aí
Mas não é preciso saber
Nada importa porque vou ser feliz
Um êxtase que sempre vivi na ilusão
Mas hoje vou-te deixar entrar
Luz da Imensidão
Vou dar-te espaço
E quando vier veio
Seja o que for
Confio que a tua energia é uma energia tão alta
Que jamais se desapegará de mim
Porque e tua luz
O teu reflexo
O teu saber estão dentro mim
Aqui
Neste pulsar
Neste amar
A providencia.
Tudo o resto queimei
Cortei
Num cenário que não é daqui
Data de há muitos anos
Muitos mesmo atrás
O que significa que com o distanciamento
A tomada de consciência
Vou desapegá-lo de mim…
Nesta dimensão
Neste plano
A tua luz raptou-me
Levou-me para os braços dele
Cansou-me
Torturou-me
E sem forças entreguei-me
É lá a cima
Que Pertenço
E lá para cima tornarei
Mais aliviada
Porque cumprirei uma parte da Missão
E Amar-te-ei eternamente…
Porque estás a vibrar dentro de mim.
Sinto o primeiro rasgo de liberdade…
De uma sincronicidade que sem querer esqueci…
Se tiver de passar pela dor…
Passarei…
Já passei…
E continuo aqui…
Esta alquimia de passar da dor para o relaxe…
Traz-me a calmia.
Paz…
Criou-me raízes que cresceram e se desenvolveram
E nunca se desapegaram de ti…
Até o medo… Venci…
Chorei…
Abracei-te e fundiste-te em mim.

Sempre



Ontem relembrei o quanto estava diferente. O quanto achava há muitos anos atrás, que tinha feito uma mudança incrível. Sempre centrada no passado, a fazer julgamentos, a tentar massacrar-me por não ter sido diferente, como a auto-castigar-me, sempre com pensamentos obsessivos, sempre em plena tristeza, mas restritiva. Como sempre o fui, apesar de internamente sentir, a presença de uma força de vontade tão forte que sempre me trouxe para junto de ti. Que bom ter-te ou melhor sentir-te, imaginar-te e não te ver.

Sempre sozinha, sempre a mudar, a trocar, a chorar às escondidas, a viver num grande sofrimento, a tentar desbloquear emoções recalcadas, vivenciadas noutras vidas, a transportar memórias e a alimentá-las, tudo com medo da solidão. Até achava que tinha perdido um irmão, achei tudo, para me vitimizar, para não aceitar que a minha fragilização, tinha que existir, tinha que a sentir. Esse irmão ajudou-me e libertou-me para poder ser eu, viver a minha própria essência, ou melhor descobri-la. Com a ajuda lá de cima, cá de baixo, com ajuda desbravou-se um caminhou e escavei no mais profundo de mim. No início retirei camadas densas, de uma sujidade perfeita, para não aceder ao melhor que existe em mim. Quando comecei a escavar, senti, um pontinho de luz, um pontinho de amor, a cair em mim, a apoderar-se de mim. Tantos complexos de inferioridade, tantas incertezas, tantas. Julguei jamais ser capaz de ser humana, sensível. Hoje o meu peito dói-me tanto, está prestes a abrir-se, prestes a entregar-se ao brilho da vida, ao que nunca imaginei, porque sei que a vida que escolhi até há bem pouco tempo, não me deixaria ser. Sinto-me muito mais leve, mas ainda tenho restos bastante enraizados do passado. Não se acaba com o passado de um momento para o outro. Sei que preciso prescindir daquela energia densa e escolher um caminho de luz. Sei, sei mas não é fácil. A sensação parece ser criada de dependências, que se ressacam e voltam com dor, sofrimento. A ajuda para a libertação é muito difícil, mas faz-se, se a nossa escolha for essa. O nosso livre arbítrio…

A vibrar pelo céu, um povo lindo, o povo a que pertenço, que me comprometi, a visitar de novo, várias vezes, e poder com uma pequena acção, mudar a energia do universo, por muito pouco que seja.

Venho com uma missão, sei qual é, estou prestes a pô-la em prática e não vou desistir. Por mais que me custe, tenho tanto medo, sei que tenho mesmo muito medo, mas vou. O medo limita tanto… Se vejo, sinto, e sei qual é a missão, preciso de ajuda para caminhar, ir ao encontro da minha missão combinada lá em cima na nuvem.

Se a nuvem vem e vai e me puxa e me trás, chegou a hora.

De uma coisa tenho a certeza… Vou ser capaz… (sim vejo, sinto, e agora…Vou…)

04/07/2011

Quantos Arco-Iris!

Sinto-me tão feliz ultimamente, que nem queria que o tempo avançasse.

Mas o tempo é uma ilusão, foi criado pelo homem, vale mais esquecê-lo e viver o que tenho que viver, sem preocupações.

Devo estar a convencer-me a mim própria. Pois é … Mas pelo menos tenho consciência.

E mais, sei que devo deixar a vida fluir, a alegria acontecer, porque ela está em mim.

Já lá vai o tempo em que achava que não merecia ser feliz!

Que estranho, foi há tão pouco tempo…

Tempo, tempo…

Desapega-te disso, renasce e cria dentro de ti um aquário de alegria, mergulha e sente o calor que gera, e mantém essa sensação. O resto que importa …

Pensavas que a vida só te dava o que querias?

Quem és tu para querer? Ego cruel, mas há algum que não seja?

Sei lá …

Hoje olhei-me no espelho e vi o brilho que nunca conheci.

Abracei-o com um sorriso, expandi-o, libertei-o e sentei-me no chão a sorrir, a sorrir. Imaginem a sorrir internamente, a sorrir para mim…

Nunca imaginei que pudesse sentir um sorriso interior. Tanto imaginei, tanto me consumi que hoje digo: - Para quê?

Sei para quê, e foi produtivo, é o meu caminho …

Tinha que passar por tudo isto, para poder destruir e reconstruir uma estrutura energética nova. Tenho memórias que alimentei, jamais pensei que fossem memórias, pensei tudo segundo o meu conforto. Sentava-me, amargurava-me, pensava que não tinha sorte, ainda para mais, nenhuma. Como é possível, como? Não vou entrar neste discurso, porque é julgamento. Tenho que agradecer é a mudança, e essa foi a maior dádiva que o Universo me deu. Encontrei o que nunca perdi, e não perdi porque morava em mim.

Subo os arco-íris, elevo-me e nem nunca tinha reparado que o arco-íris tinha cores tão brilhantes e tão belas. Aliás pouco me importei com as cores. Os meus olhos estavam vendados, dava-me jeito.

Culpei tanta gente da minha tristeza, da minha falta de confiança. Fiz isto toda a vida. Sempre senti uma pequenina centelha de luz, que temia, porque julgava não ser minha.

Resvalei para tanto lado, sempre a achar que o mundo era o culpado.

Procurei ajuda sempre … Até que quando desisti, recebi um sinal, de que havia uma luz ao fundo do túnel. Havia mesmo, corri para ela, mas não a consegui abraçar… Já lá vão uns anos, mas continuei na busca… Fiz o que nunca julguei ser capaz. E amanhã faz precisamente dois anos, que a centelha se desapegou do meu ego e foi em busca da verdade, do real, da libertação… Hoje estou aqui, já não era para estar aqui ,há muito tempo (isto era o meu passado a falar), estou aqui e de braços abertos para o mundo e para o sofrimento se assim tiver que ser. Tenho é que aceitar, aceitar e não mais fugir. Parece cruel, parece e sofro… Mas cresço, cresço e a minha vida está hoje repleta de cores, até já inventei umas novas, para as poder alimentar e pintar de um brilhante,muito mais brilhante que o próprio diamante polido que existe aqui. Aqui no meu peito, onde a energia converge e me eleva para a ligação lá no alto, a subida de frequência. Não é nada fácil mantê-la, pois não… Liberto tanta dor, tanta dor, e hoje já vou chorando, mas antigamente jamais. Era uma mulher forte, coitada tão forte que não sentia nada…

Chama-se a isso bloqueios emocionais, que quando não libertados, ficamos doentes…

Ficamos, ficamos, não tenham duvidas! Quem pode viver com esse peso?

Não sei mas também o que sei é que estou aqui e feliz…

Agradeço lá acima, agradeço cá abaixo, agradeço sem nomes, que interessam os nomes, Se me sinto a flutuar, a flutuar… e agora vou subir…

Até sempre …

09/04/2011