Envia-me um anjo...
Que me ajude a estar e acreditar
Num caminho que não se vê
Sente-se
Sinto a tua presença perto de mim
Dentro uma voz ecoa
Não são as vozes do passado
São outras que não me atormentam
Que me estendem a mão
Quando adormeço sinto o teu calor
Sinto uma magia que me acalma
Me leva a viajar por aí
Sem medo
Sem controle
Sinto o corpo desaparecer
A alma a crescer
A elevar-se acima do domínio
Fico entre o acreditar e deixar
Ou entre o não vivenciar
E a culpar-me por não ir...
Entrego-me a ele
Tem umas asas transparentes...
Não sei se o são
Ou sou eu que temo vê-las
Mesmo sem vê-las
Sinto-as
Não vale a pena fugir
Tenho que admitir
Que sou mais feliz contigo aqui...
A minha essência tem cor... Descobri há bem pouco tempo, que se apagava aos poucos... Resolvi conversar com ela, senti-la e pedir-lhe se me ajudava... Não me respondeu. Fiquei triste... Continuei triste... ela ria-se, ria-se... Não me ajudas! Não me respondes! Já um pouco no seu extremo, disse-me: Já me sentiste? Já? Se me sentires e deixares de me ouvir... Escutarás a voz do coração... Ela tem razão, muita razão... Vou entregar-me à emoção...
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Sem rumo... ao vento...
Apetece-me gritar
Gritar por sentir a alegria
De gritar aos céus
Sentir o seu vibrar
Um passo de emoção
A emoção
De ver o sol brilhar...
Ir por aí
Sem rumo
Remar num barco sem porto
Que navega
Navega
Sem nunca chegar
Porque viola todas as leis
Orienta-se sem destino
Deixa-se fluir consoante os ventos
Os seus marinheiros adormeceram
Com o bailar provocado pela ondulação
Subiram
Não quiseram descer
Regressar para quê?
É tão bom adormecer
E acordar lá em cima...
Onde não existem estradas
Rotas
Onde se é o que se é
Independentemente de se ser...
Gritar por sentir a alegria
De gritar aos céus
Sentir o seu vibrar
Um passo de emoção
A emoção
De ver o sol brilhar...
Ir por aí
Sem rumo
Remar num barco sem porto
Que navega
Navega
Sem nunca chegar
Porque viola todas as leis
Orienta-se sem destino
Deixa-se fluir consoante os ventos
Os seus marinheiros adormeceram
Com o bailar provocado pela ondulação
Subiram
Não quiseram descer
Regressar para quê?
É tão bom adormecer
E acordar lá em cima...
Onde não existem estradas
Rotas
Onde se é o que se é
Independentemente de se ser...
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Diferente de tudo o que projectei...

Regresso aqui hoje com o coração mais tranquilo.
A vida tem-me dado ensinamentos incríveis.
No momento mais oportuno deu-me amigos muito especiais, chegaram quando era a hora... Divirto-me com eles, temos partilhado tanto...
Hoje senti-me perder o Norte e ganhar o Sul...
Aprendi que não devo fazer planos, porque hoje não havia planos que se concretizassem...
Uns amigos levaram-me a um amigo, e esses amigos a outros amigos.
Agradeço-te por me dares a oportunidade de ir evoluindo e pondo à prova tanto do que duvidava.
Tenho vontade de chorar... Pois tenho e tenho nem sei por que motivo...
Tenho vontade de agradecer ao Universo por hoje me ter ajudado a compreender quem de facto sou, pelo que vibro, e que preciso sentir para fazer as minhas escolhas.
Não me sinto confortável...
Nem desconfortável...
Sei que sinto algo diferente...
Não faço juízos de valor não vale a pena...
Tenho que sentir que hoje foi um dia muito importante na minha vida.
Os dias importantes não são os mais alegres, pois não. São dias que são dados como bênçãos, para recordarmos que somos de luz, independentemente se o sentimos ou não.
Desde que acordei até agora vivenciei um turbilhão de emoções... Aprendi que afinal ainda sei amar, ainda sei sentir que algo está em mim... O amor incondicional...
Apetece-me fechar os olhos e adormecer...
Que bom! Jesus recebeu-me ao nascer, as suas mãos trouxeram-me até aqui... Porque é que recuso e esqueço que afinal sou um ser de luz?
Obrigada Universo por me indicares o caminho quando duvido do que sou...
O céu é azul e brilhante...
Se vimos lá de cima somos assim por semelhança...
Que bom que é ter nas células a lembrança...
Que bom que é ter uma amiga como tu...
Que me ajudas a espelhar e a sentir o que é um ser de luz...
domingo, 29 de janeiro de 2012
O papelinho... verdinho, amarelinho e de todas as cores...
Tenho vindo a coleccioná-las...
Há uns tempos atrás entrei na minha sala onde dou aulas e encontrei um papelinho destes na minha secretária... O meu coração encheu-se de alegria... Tanta, tanta... Que ainda hoje não sei expressar o que senti.
Todas as semanas tenho um papelinho destes... Tão especial... Que sinto o meu coração sorrir...
Mas por falar em papelinhos aqui há uns tempos também me escreveram um papelinho verdinho, onde eu disse que ía mudar... Também uma amiga especial...
Que bom os papelinhos fazem a minha vida sorrir...
Os meus amigos dão mais alegria à minha vida...
Por isso estou tão feliz por vos ter...
Aos meus preciosos papelinhos e a vocês...
(e não encontro o papelinho verdinho, mas quando encontrar publico)
Encontrei-o:

Chorar à chuva...
Chorei tanto...
Apeteceu-me caminhar pelo caminho percorrido...
À medida que ía caminhando os olhos íam pingando lembranças do passado...
Tentei dar um abraço apertado a mim própria...
Sentir a energia do meu abraço...
Vou continuar a chorar...
Abri os braços...
Olhei para o céu...
Senti a chuva na cara...
Lavou-me intensamente...
Foi tão intenso o momento...
Que abri os olhos...
E quando os abri
Vi-te...
Emocionei-me ainda mais...
Estavas ali a olhar para mim e a chorar...
A chorar de contentamento...
Porque me fragilizei e ao fragilizar-me
Pude sentir o teu abraço aconchegar-me...
Apeteceu-me caminhar pelo caminho percorrido...
À medida que ía caminhando os olhos íam pingando lembranças do passado...
Tentei dar um abraço apertado a mim própria...
Sentir a energia do meu abraço...
Vou continuar a chorar...
Abri os braços...
Olhei para o céu...
Senti a chuva na cara...
Lavou-me intensamente...
Foi tão intenso o momento...
Que abri os olhos...
E quando os abri
Vi-te...
Emocionei-me ainda mais...
Estavas ali a olhar para mim e a chorar...
A chorar de contentamento...
Porque me fragilizei e ao fragilizar-me
Pude sentir o teu abraço aconchegar-me...
Ontem perdi-me outra vez...
Quando pensava que tudo se apaziguava dentro de mim, enganei-me...
Deve fazer parte da vida espiritual, uns dias puxamos o que nos dá mais jeito, e no meu caso sai muitas vezes disparate. Escolho o que é fácil, mas não é bom para mim, ou melhor para a minha alma. Iludi-me com histórias do passado, sentimentos que voltaram, com um ego fortíssimo, achei que estava preparada para tudo. Mas no momento mais difícil, puxei o mais fácil... Só que em vez de me deixar ficar quieta, a pedir para o mais alto de mim se manifestar, não o fiz... Envolvi-me no meio de uma raiva que não se ouvia, não se manifestava, mas destruía-me internamente. Só eu a ouvi, só eu a senti. Ao mesmo tempo queria agarrar-me ao passado, mas fiquei perdida, já não o conhecia, já não condizia comigo. E agora? Dentro de mim manifestava-se a tristeza, e chorei, mas o meu coração estava estranho, como que pesado... Era o mesmo coração que eu chamava no passado... olhei para a lua, e não conseguia vê-la clara, olhei para o sol... Já não podia estar no céu, era noite... E agora... agora...
Sentei-me num cantinho de mim, mas repleto de tanta gente, como filha unica, habituei-me a isolar-me no meio das pessoas... Imaginei o sol, e agarrei-o bem forte... Pedi ajuda aos céus... E senti saudades, muitas saudades do que fui primordialmente... Mas escolhi vir aqui assim... Ontem até me esqueci que a escolha foi minha... Teve que me ser relembrada por uma pessoa muito especial. Agora ponho o orgulho de lado e peço ajuda. Este é um passo gigante na minha vida. Pois antigamente fechava-me e não olhava nada, nem ouvia nada, ficava perdida de mim. Olhava para a vida e esquecia-me que era eu que estava ali...
Pois é...
Realmente estamos sempre a ser postas à prova... E ontem fui posta outra vez... E muitas mais vezes hei-de ser... Só peço é que nunca me esqueça de chamar o melhor de mim... Porque esse melhor que eu sou, só há pouco o conheci, ou melhor o identifiquei...
Pedaços de mim que aqui ficam... Para que nunca me esqueça que quando se fecha uma porta abrem-se outras muito maiores e em grande número...
Só preciso não esquecer é que sou da luz... E ás vezes sofro de uma amnésia aguda, que me faz tanto mal...
Mas não deixa sequelas... E os sintomas que ficam, são a vontade de vos abraçar... Porque tenho tantas saudades vossas... Tanta saudades de casa... Tantas...
(Este texto é dedicado a uma amiga muito especial que me tem ajudado na minha caminhada de aprender a ver e a sentir que sentia e fugia para não sentir... Obrigada Lena)
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Mudança...
Circundando o vazio
O mundo a que pertenço
Dei por mim aqui
A relembrar momentos passados
Desconexados de sentido
Buscava encontrar a mesma razão de existir que nunca tive
Desorientada não a encontrei
Porque já não existe
Já não ecoa em nada
Vou largar-te passado
Deixar-te
Abandonar-te
Porque vais sempre ficar aqui a meu lado
Vou-te buscar para me torturar
Vícios que ficaram
Mas que não se repetem
São remotos
Gosto do confronto
Para me iludir duma fortaleza que não existe
Vou ficar triste
Vou ficar aqui
Imaginando o quê?
Nada porque nada é igual
A mudança faz parte
Não a perpetues
Não
Vai
Olha-te ao espelho
Vês tudo igual
Pois é
A mudança está no teu interior
Despe-te de quem és...
Sê a tua essência...
E vai...
Parte daqui...
Abre as asas da imaginação e voa
Vai...
Lança-te ao mundo...
Ao Universo...
Alegra-te por teres tido a oportunidade de te olhares...
Fecha os olhos e sente...
Essa não é a ilusão que te conforta
Não
Esta és tu...
Sorri...
Escreve mas não te atormentes...
Que bom que é sentires a vibração da mudança...
Circundando-te a ti própria...
26/01/2012
O mundo a que pertenço
Dei por mim aqui
A relembrar momentos passados
Desconexados de sentido
Buscava encontrar a mesma razão de existir que nunca tive
Desorientada não a encontrei
Porque já não existe
Já não ecoa em nada
Vou largar-te passado
Deixar-te
Abandonar-te
Porque vais sempre ficar aqui a meu lado
Vou-te buscar para me torturar
Vícios que ficaram
Mas que não se repetem
São remotos
Gosto do confronto
Para me iludir duma fortaleza que não existe
Vou ficar triste
Vou ficar aqui
Imaginando o quê?
Nada porque nada é igual
A mudança faz parte
Não a perpetues
Não
Vai
Olha-te ao espelho
Vês tudo igual
Pois é
A mudança está no teu interior
Despe-te de quem és...
Sê a tua essência...
E vai...
Parte daqui...
Abre as asas da imaginação e voa
Vai...
Lança-te ao mundo...
Ao Universo...
Alegra-te por teres tido a oportunidade de te olhares...
Fecha os olhos e sente...
Essa não é a ilusão que te conforta
Não
Esta és tu...
Sorri...
Escreve mas não te atormentes...
Que bom que é sentires a vibração da mudança...
Circundando-te a ti própria...
26/01/2012
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