sexta-feira, 13 de abril de 2012

Não posso mais... Vou embora...


Estou a iniciar a minha libertação...
Prestes a largar aquilo que sempre instituí como meu...
Nada é meu...
Não tenho nada...
Tenho-me a mim e Deus...
Para que penso em ter mais...
Vou partir por uns tempos de mim...
E Acariciar as limitações e não vou fugir...
Não vou mesmo...
Passei tanto tempo nisso...
Tanto...
Que vou aceitar as interrogações...
Aceitar o que sempre pûs em causa...
Libertar-me do medo...
Aquele medo de que tanto falo...
Mas nunca ponho em prática...
Claro que sou um poço com vários níveis e vários medos...
Tenho fé...
Acredito na luz...
Mesmo quando se finge não ser...
Não é ela que finge
Sou eu que adoro mascará-la para não a ver...
Dá-me tanto jeito manter padrões antigos
Conhecidos...
Tanto...
Que quando algo treme...
Parece que me tiram o chão...
Estou prestes a ir...
Vou-me embora...
Sinto-me liberta...

terça-feira, 10 de abril de 2012

Nasci há 45 anos...

Esta canção era ne cantada)

1,2,3 Vou nascer outra vez... Vou mesmo...


Faz hoje 45 anos que nasci... No dia da romaria de Castelo Branco, Nossa Senhora de Mércoles.
Chovia muito, a minha mãe já nao foi almoçar à Romaria, mas depois do almoço ainda foi à nossa Sra da Póvoa, outra romaria. Mais um bocadinho e nascia nas romarias. Aliás a minha vida muitas vezes parece uma autêntica romaria. Ainda não sei bem para onde mas parece.
Chamei-me Lurdes de imediato, nome da minha madrinha. Assistiram ao meu nascimento a minha madrinha, a minha tia Silvinha, a D. Conceição da Lousa, e a D. Teresa Barbas. Mais um bocado uma autêntica procissão... Tinha 2,600 kg, e nasci às 00:50, na minha cidade de Castelo Branco. Em casa, era assim na altura... Dava tantos ponta´pes que nasci com os pés grandes e achatados. perguntei à pouco à minha mãe, qual a primeira pergunta que tinha feito:
É perfeitinha?
Percebo a sua intenção, disseram que era... Seria! Sou! Pelo menos fica a intenção... A minha mãe referia-se só ao físico... Não é só, mas pronto...
A primeira palavra que pronunciei foi: má... Bolas não é facil, pés grandes, pontaése, má... Andei muito tarde, falei muito cedo. Como não andava os meus padrinhos foram ao Porto comprar um andarilho (que a minha mae diz que foi o que me valeu)...
Dormia bem, muito caladinha, uma verdadeira menina... Que só ás vezes chorava. Tinha um mémé de borracha lindo, que me deu a Tia Isabel... E a chupeta denominava-a de "bica".
Fui para o infantário pequenina. Chorava, vomitava, uma autêntica tormenta, mas tinha que ir. A minha avó ajudava-me muito. Pois quando regressava a casa tratava de mim, ou então a D. Teresa. Que sempre me tratou como uma filha. Desde os 6 anos, nunca mais os vi... Que pena...
Tive um automovel de pedais vermelho, um triciclo de banco azul, na quarta classe uma bicicleta òrbita amarela, e depois uma orbita azul de mudanças no meio.
Não tenho irmãos, mas adoro as minhas primas. Apesar da vida não nos juntar, insistimos.
O meu pai cantava para mim...
Lembro-me de tanto, tanto...
Agradeço o estar aqui a escrever... No meu blog como foi o meu nascer...
Obrigada por estarem na minha vida.
Acabei de nascer à 45 anos...
Que bom... Mesmo...
A Romaria:

sábado, 7 de abril de 2012

Incógnita ou não...

Tenho estado a pensar, se o meu blogue começa a ser divulgado? Tenho hesitado imenso... Mesmo muito... Intrinsecamente sinto uma força enorme a puxar-me. O meu sonho era ser escritora e actriz... Já lá vão trinta e tal anos... Passaram estes anos e continua a ser um dos sonhos. Outros que nem sonhava, tornaram-se sonhos que concretizei. Posso dizer que me sinto feliz, por escrever. Vou ter que meditar sobre o assunto. Enquanto isso vou esperando aqueles sinais, que são sentidos cá dentro e nos dizem: - Chegou a hora, o momento.
Hoje percebi, que tenho uma imaginação muito forte, que idealizo tanto, mas não estou a conseguir concretizar tanto do quanto sinto. Interessante, tenho menos tempo, e sou mais feliz agora. Desde aproximadamente um mês e tal, tenho sentido isso. Desde há tanta coisa, que tenho vindo a mudar... A ser mais flexível comigo e com os outros. E ando aqui nesta roda viva, sem saber que fazer? Pode ser que um dia destes tenha a resposta... Ganhe coragem, e me entregue definitivamente ao universo...
Será a crise dos 45 ou será a perda do juízo final??? Sei lá... Eu sei lá quem sou? Um fogo farto, uma miragem... Lá dizia a poetiza Florbela Espanca. Eu sei lá... Vou e logo se vê... Se chegar, chego. senão fico aqui a descansar...
Apetece-me levantar os pés do chão e ir por aí... Gritar: Tenho um blogue da minha essência.
Às vezes sou a criança que nunca consegui ser... Vejo-me muito rígida, pequenina a um cantinho, de calções e um casaquinho de tecido verde claro, tipo safari... Com as lágrimas a rebentar pelos olhos e a ficarem retidas por não saber se sou criança ou não. Estas pressões, estes tumultos, têm ficado a bloquear o que nunca fui, e quero tanto ser... Vou abolir o que quero e vou aguardar... Sem prisão, sem ilusão... Vou sentar-me neste cais de fatinho verde claro... Até me cansar.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Heusu Na Aking Kapatid


Soltei
Abri
Corri lancei caminhos azuis celestes
Estradas cheias de cor
Mistérios que se recomendavam eles próprios para alcançar a felicidade
Não é ser feliz
É ser
Ser e continuar a jornada
Ter um sorriso
Que quem ri é o coração
Quem chora é ele
Que faz soltar o mais entranhado nas entranhas das memórias
Caminhar por ruelas imaginárias
Ou não Seriam elas daquele tempo
Em que te vi e caminhei de mão dada contigo
Desbravando emoções recalcadas
Caladas por chapadas dadas pela vida ou não
Ele está aqui abraçando e soltando esta criança interior...
Que prospera em cada minúscula célula de mim
De ti
Vou ser peixe e vou nadar
Vou ser ave e vou voar
Vou ser eu e VOU...
Subir...
Colocar aqueles óculos que trazia ao nascer...
Que me sujaram as lentes e os pisaram
Para não ser e ver
A pureza com que a alma vem...

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Aula de meditação "VER" III-Er Hu...

A meditação começou com um texto da Olinda sobre Rendição... A partir daí aqui fica um pouco (5%) do que me ficou para escrever sobre o que senti e vi... O texto pode ser consultado no Blog da Olinda:


A Aula de meditação " Ver" no projecto dada pela a Helena Valente, para mim chamou-se Er Hu (violino chinês de duas cordas) Er=Duas Hu=cordas

Estava na mais profunda escolha, achando que a vida seria tantas vezes injusta. Tantas vezes tanta coisa... Ontem estava na mais profunda inquietação, pensando que a vida é como um Erhu, tem duas cordas e soa afinado ou não, depende de quem o tocar. Ultimamente tenho andado na dualidade. Antes de nascer já estava na dualidade. Sabia que ela existia, apesar da minha primeira experiência ter sido una. Estava a tentar escutar a voz do coração, a imaginar como seria ter um filho ou não. Que amor é esse de que tanto se fala, de que tanto se entrega, de que tanto se rende... Apareceu-me uma perda total, uma perda desde criança, como se tivesse perdido tudo, e se tivesse perdido, e se...
Na mais alta montanha, bem no cimo do meu ser apareceram duas mãos que me protegeram e uma voz que me guiou. E tu Deus, e tu Jesus, estavam ali, nunca vos perdi, porque a minha conexão é connvosco, por mais que exista essa dualidade, a minha escolha é una. Não me rendi ainda, nem sei se me vou render aqui. Vi-me na plena restrição, o querer fugir. Estava num registo antigo, muito antigo, não vou mais estar... Não... Pedi ajuda aos céus, aos amigos, e percebi internamente como que uma voz, um sinal no meu coração a dizer: - não fujas.
Hoje sinto vontade de chorar por estar num sofrimento interior, que me ajuda a crescer... Não é só por chorar, não, não é nada disso, são as memórias que ele lava e desfaz, transmuta, como a mais perfeita alquimia. Não vou desistir. Como no Erhu, que tem duas cordas, quem o toca não desiste duma ou de outra. Um Erhu tem a dualidade uma corda yin, uma corda yang, não interessa qual delas é uma e outra.
Estou neste momento em descoberta, a seguir sinais, a tentar crescer dentro de mim, a tentar ser a criança que chorava, se magoava, mas continuava ali encerrada, num corpo pequenino com uma alma imensa. Via a luz, e também deixava de a ver, via e revia. Nunca ninguém acreditou em mim. Nunca... Estava doente, e na verdade o corpo adoecia fortemente. Abria os olhos, que permaneciam cerrados e estavas lá... Uma luz ténue, que era a tua, o instrumento Erhu (uno) mostrava-me a corda de luz, a mais Yang, para voltar a estar aqui, resolver o que faltava para cumprir uma missão.
A aula de meditação ontem, trouxe-me tudo e não estive quase em nada. Estava nas mãos dele... Centrando-me e tentando escutar o meu lado de luz. Todos o temos, todos... Senti vergonha, medo, senti... Se fosse há uns tempos atrás, estaria encerrada em casa, numa luta interior. Saí a sorrir... A Rendição pelo menos começou na primeira nota desta musica que o Erhu entoa.
Hoje estou a tentar subir a minha vibração, olhar para dentro do meu coração e descansar na sua harmonia.



segunda-feira, 2 de abril de 2012

No peito...


Olho para o peito...
Olhar não me parece ser o caminho...
Só vejo o que não quero ver
Se dói não quero sentir esse doer...
Finjo estar aliviada com medo de tudo e de nada...
Será o peito a sombra de um peito já ído.
Porque te escondes aqui
Magoas-me e deixaste-te estar aqui acomodado
Num peito meio aberto meio fechado
Magoado pela imensidão do sentir...
Se deixasses que tudo fluísse
Mesmo assim não vais conseguir
Não és tu...
Vai pedir ajuda a quem te possa ajudar
Já não tem a ver com a escolha
Tem a ver com uma explosão que se vai expandir
Fortemente...
Não existe domínio...
Deixa-te guiar e vai...
É mais um desafio sem fio condutor
Amar com medo de sentir amor
Mas vai
Continua a entregar-te...
Mesmo que magoar-te faça percurso
Nesse mundo onde brilha um mágico
Feiticeiro
Que se escondeu propositadamente ali.
Bem num cantinho recatado do teu peito...
Não de agora mas de um outro tempo...

domingo, 1 de abril de 2012

Bem aqui... Começa a desgarrada da escrita... I


Apetece-me escrever...
Ir por aí...
Por aqui...
Contar histórias que não têm fim
Porque se juntam, desenrolam e vão...
Como num teatro fica a deixa e aí se vai
Ou não.
Histórias em que cada um é protagonista e vai...
Tem tudo a ver com o ir
Tanto se ama como se detesta
Como se repara que afinal
Aquilo que existia
Já não faz sentido, já não presta e vai...
Estava sentado a um canto da rua
Escolheu estar ali no momento exacto
Eis que vem uma mão e o puxa, o leva
Sem ser por arrasto
Leva-o pelo ar
Como que voando
Convidando-o a ser anjo
Ser subtil
Fluir
Mesmo ao cair da noite
Ou não
No limiar da madrugada...
Olha-se para o chão e vê-se
Lágrimas e mais lágrimas
Misturadas com a chuva quente que se expande do seu coração...
Ajoelha-se sem forças ...
Abre os olhos e acorda para a vida...
Soltam-se os entraves interiores
Cordas que o prendiam e vai...
A força é interior...
A curiosidade de deixar as pernas andar
O coração bater
Crescer para o céu...
Criar cada vez mais raíz na sua essência
Na sua preferência de viver
Com o mais belo de si...
Vai e fica...
Acabou por deixar-se levar e subir para o piso de cima
Um patamar abaixo do chão que imaginou
O que é certo é que abriu o seu peito e voou.