quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Cansaço...

Sinto um cansaço. Um cansaço livre do cansaço passado.
Se tivesse asas estaria a guardá-las para não as abrir hoje.
Tenho que me recatar um pouco. Parar de achar que aguento, na verdade aguento mas já não dá.
Vou sentar-me no meu quarto a relembrar que afinal quando sonhava sair da infelicidade, chorava, tinha a certeza que algum dia iria, que tinha mesmo que ir rumo a ela. Sim a ela, a felicidade que procuro. Às vezes dava passos em volta, tornava a dar e acabava por nunca parar.
Não paro nem deixo de parar, apenas sei que vou continuar o meu caminho, em busca de tanto, porque a insatisfação faz-me continuar.
Hoje agradeço-me ser carneiro e estar aqui, a observar-me nesta mudança, partir para uma nova vibração.
Esta...


segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Príncipe encantado...


Que bom descansar assim no peito, no ombro, arrefecer a ira que muitas vezes vem, com medo de sofrer.
Há uns dias que me sinto mudar, talvez a querer relaxar, sem me deixar querer.
Se não fosse o medo de perder, o medo de sofrer, o medo da rejeição, tudo seria mais leve. Mas leveza não é sinonimo de evolução.
Por isso vou construir castelos no ar, que só lá em cima sabem se vão concretizá-los.
Abrir o coração e amar, já é tanto, tanto para te poder dizer que na verdade  grande verdade, acabo por aceitar. Procuro-te príncipe encantado, aparece porque sei que moras aqui... Ou em qualquer lado...

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Dias assim...



Recebi mais um dia na minha vida.
Cada dia é uma nova prenda que me alegra e me diz: Que bom estar aqui.
Os dias têm cores, sons e sabores. São dias assim que nos marcam e nos ajudam a crescer.
Ontem foi um dia com um começo especial no dia de hoje.
Os dias são pequenos retalhos que nos ajudam a construir autobiografias em folhas de papel pintadas em corações.
Raios de luz que passam por janelas invisíveis e que ao longe se tornam num passado bem certeiro.
Quem me dera um dia pegar num pincel e imaginar-me a pintar cores feitas por mim.
As cores de que sempre fugi. O branco que hoje deu passagem ao sonho azul. O preto que caiu e continuará a cair até se cansar de mim.
Por tudo isto existem dias bonitos... Como este assim...




Hoje...

Hoje à tarde... Carcavelos...

O tempo estava sombrio, chovia e aproximava-se a hora de ir...
Fui...
Aproximei-me de mim e vi-me de uma outra dimensão. Não era só eu que estava ali, estavam outros que outrora conheci e nunca mais os lá vi. Vieram para conversar, conversavam comigo há muito tempo, mesmo muito. A tal ponto que me julgava eles.
Não o sou.
Estou contente por me ter comprometido e assumido como o ser que sou...
Como todos somos, seres de luz.
Existem dias ou momentos que nos ficam nas células registados e hoje foi um deles.
Se duvidei inconscientemente que não via a luz, neste momento já não posso duvidar, porque me sinto transformada por ela. Por tudo o que a vida me deu, sinto-me muito feliz.
A felicidade habita no meu coração, sentir este tipo de felicidade é entregar-me à confiança de uma protecção que só a fé a conhece.
A fé de que fazem o que é melhor para mim e  porque não entrego tudo?
Porque quero controlar...
Quantas vezes digo: Quero?
Vezes sem conta e porque fazia eu de conta que não dizia... porque queria controle e fugia do desconforto...
Até na minha profissão tenho sido inspirada e nunca tinha percebido nada... Só sentia com o coração, e porque senti e não racionalizei nem controlei, por tudo isto continuo na minha missão tão grata e tão bela de realizar a sabedoria.
Uma sabedoria que se foi ascendendo até à sua origem. Os Mestres que me iluminam e me ensinam a cada momento, a cada hora são a maior inspiração que se pode ter e sentir.
Quem me dá a boleia lá para cima e fomenta a minha viagem e a guia, é uma das pessoas que mais reconheço aqui e que chamo porque sinto: A minha maninha...
Se não fossem as boleias da minha maninha de certeza não estaria aqui a escrever o que sinto...
E se sinto tanto é porque este tanto neste momento é a dose certa para mim...

Hoje à tarde... Carcavelos...

Hoje à tarde... Carcavelos...
Hoje à tarde... Carcavelos...

Hoje à tarde... Carcavelos...

Hoje à tarde... Carcavelos...

Hoje à tarde... Carcavelos...

Hoje à tarde... Carcavelos...


segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Solidão... O silêncio das estrelas...

Vim aqui de fugida. Estava com saudades desta partilha. Acabei por não partilhar nada de especial. Vou-me sentar um pouquinho, olhar o infinito e dentro dele me encontrar.
Estranho sentir o silencio aproximar-se do meu corpo vazio. Mergulham estrelas que me ajudam a velejar por um corpo sem mar. Aqui poisam dunas de monotonia. Não conheço o deserto, mas sinto-o aqui em mim.


Fecho os olhos, reparo que a minha alma está feliz. Talvez seja o meu tão viciado ego a achar. Vou por aí encontrando uma só palavra, na tua canção, aquela que ainda está para vir... O dia em que a pintares e cantares num palco só para mim.


quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Retiro para descansar...




Vou entrar em meditação profunda, durante uns dias.
Sinto que tenho que descansar, porque tudo está a mudar.
O céu abre-se com a sua beleza, canaliza-me uma luz celestial, para que me banhe nas suas águas, talvez como se fosse um banho iniciático.
Um novo começo aqui nesta nova vibração, que o universo nos está a propor.
Estava à pouco a fazer uma retrospecção de vida, e desta vida pouco me lembrava. Vinham-me ao pensamento, pensamentos recorrentes. Aqui onde estás não existe essa loucura da concorrência humana. Cada luz brilha à sua maneira, a vibração é leve, muitos leves tornam-se subtis. A subtileza da alma que vais passar a conhecer e a vivenciar, faz parte de uma dimensão, onde reinava a felicidade. Vai para a frente e observa: Quando foi que a transformaste? Aqui na terra, claro, mas em que vida, em que situação?
Apetece-me fechar os olhos e escutar essa vibração, em que me deixei ir, numa ilusão de ter uma vida fácil.
Quando a experienciei pela primeira vez, o meu corpo enfraqueceu... Tornou-se rebelde, raivoso e manipulador à custa de muita experiência de vida, de muito cuidado em pensar.
Só que depois de tanto ter sofrido, vou caminhando em frente, usando os mesmos pés, os mesmos passos, para pisar o mesmo caminho, mas numa viagem leve, com um coração aberto à luz. Procurar reanimar a vivacidade da minha essência  correr atrás dela e deixá-la saltar como uma bola de energia, daquelas que nascem em cada gesto, em cada acção, em cada suspiro do coração.
Vou sem correr, sem pressa de chegar, vou a pular de emoção. Tenho a intenção de permanecer algum tempo ali naquele recanto de repouso, fechar os olhos e agradecer a abertura física de recebimento e a vontade de devolver a magia das estrelas.
Recolho-me e protejo o meu Eu mais luminoso, o mais que sou...
Porque a luz é um sol que se alimenta com a magia dos próprios raios. E desses raios nascem filhos que vêm fomentar a transmutação, para uma nova luz, uma nova Era, que era aquela em que um dia fui feliz.


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Mudo com medo e tudo...


Nem sei se começo ou termino...
Tenho uma vontade incrível de vir aqui, sentar-me a relaxar...
Longe de tudo e todos, em plena reflexão... Procurando o vazio em mim.
Como se fizesse o reset de tudo o que construí em tempos vãos.
Tudo o que jurei não fazer, agora faço.
Não tem nenhuma importância, a vida vai-nos transformando, levando os medos com alguns receios de permanecerem.
Tudo à minha volta está em constante transformação. Vou mesmo ter que meditar para me acertar com o coração, que não pára de bater, mas de uma forma tão diferente. Como se desse passos de alegria, de uma criança super animada, agradecendo ao céu o ter encontrado outras pessoas nesta caminhada.
Precisava de acordar de novo para a vida, encontrar novas afectividades, novas fronteiras, para as ultrapassar sem nunca as ter conhecido.
Um dia tinha que quebrar dogmas, que nunca me trouxeram felicidade.  Hoje estou aqui nesta meditação e nem me consigo concentrar, porque se forma uma imagem que me rebela o coração.
Lá fora oiço a vida acontecer, mas prefiro ficar aqui a sentir o quentinho do meu sangue a ferver de amor... Que seria do sol sem o amor universal? Nem sequer repararia que ele estava aqui... E o resto, tudo?
Ah! Já percebi que me atormentava esta solidão, porque fugia de me entregar à fragilidade que sou.
Tenho medo, muito medo... Sempre tive e continuei.
Se sou o que sou foi porque continuei com medo e tudo.
Aí vou...
Rumo ao arco-íris da minha essência...