A minha essência tem cor... Descobri há bem pouco tempo, que se apagava aos poucos... Resolvi conversar com ela, senti-la e pedir-lhe se me ajudava... Não me respondeu. Fiquei triste... Continuei triste... ela ria-se, ria-se... Não me ajudas! Não me respondes!
Já um pouco no seu extremo, disse-me: Já me sentiste? Já? Se me sentires e deixares de me ouvir... Escutarás a voz do coração... Ela tem razão, muita razão... Vou entregar-me à emoção...
Onde se percorrem trilhos
Nem sempre é onde se caminha em segurança
Onde se observa a verdadeira realidade
É onde paira a beleza e a leveza da cidade
Sempre que se fecham as pálpebras
Mergulha-se num profundo saber
Aquele que não foi preciso escrever
Porque se nasce habitado pela memória de ter sido...
Caminho
Fujo de mim
E lanço-me num parapeito não de uma janela
Mas de um castelo antigo
Como uma miúda foge do perigo
Porque sabe que ele existe
Porque quando está triste sente-se arrastada
E arrasta-se com ele...
Tenho a vista turva
Tenho a memória apagada...
Só me resta uma estrada
E depois aí vou luz acima...
À espera de ti...
O do reino que me habitas...
Não desistas e está
Lá e cá...
Para me protegeres...
E voltares ao encontro de outros seres que como eu
Te amam...
Às vezes queremos rir e não se consegue...
Ontem foi um daqueles dias em que me senti voltar a ser
Assim...
Criança
Infantil...
Olhava para a lua e admirava-a
Falava com ela e sentia a sua energia
Aquelas palavras que costumava pronunciar
Com alguma lembrança agressiva
Agora voam de subtileza
Amar é desejar alcançar o céu e seguir o seu voar...
Bater asas e sentir que a cada batimento se renasce...
Porque se sobe e vê...
Que lá em cima não existe pasmaceira...
Existe alegria e conforto
Existem risos e risos de harmonia...
Existe uma vida que não nos castiga
Que nos faz realizar internamente...
Porque se ri sem julgar...
Porque tudo o que é, é...
Assim sinto uma vontade de rir...
Com a energia lá de cima...
Cada gargalhada ecoa pelo Universo e de certo o transforma...
O bom filho a casa retorna...
Pois é ontem retornei...
Hoje não sei...
Mas ontem foi assim...
Tão alegre...
Ontem foi assim...
Assim...
Mais assim...
E pronto a gargalhada final... De frente... A passar filtros e linhas do blog...
Estou a puxar ao Ego... Mas não é essa a intenção, e se for paciência... Só tenho vontade de rir... rir... rir...
A cores e a preto e branco...
O verdadeiro riso não tem cor, porque se transforma e molda como uma bola de plasticina incolor...
Ganha a cor pelas mãos que a moldam...
O mesmo acontece com a fotografia... Este artista que as tirou percebe que esta foto vale mais que todas as palavras do Mundo... Porque para mim retornou-me à alegria primordial, e prolongou até hoje (já dura um dia) a alegria que sinto... E mais artista é quem de facto me ajudou a sentir assim... Só pode ser uma pessoa com uma luz imensa... Imenssisima...
Uma luz amarela fortissima e que a direccionou para ela...
Existem momentos que nos marcam para sempre... este é um deles...
E outra pessoa que me deu uma das maiores prendas lá de cima... Uma miniatura do Harmony... Com os meus amigos luminosos ali...
Que luz...
Cada dia é um novo recomeço
Cada dia que me conheço
Me surpreendo
Cada vez mais...
Tenho dias em que me sinto sorrir
Com tanta vontade
Com tanta euforia
Que me custa acreditar nesta verdade...
Sou um pouco imprevisível
Sou feliz por estar a festejar a loucura da vida.
Vejo-me a subir e a reclamar
Que quero ir
Tenho medo de chegar.
Entro em contradição...
Mas o que me ajuda é a grande verdade
Que conheço e não sei explicar
Só sei que é amar
Ir e voltar para aqui...
Hoje vi a maior luz vir
Iluminava e transformava de tal forma
Que juraria estar a cegar com tanta claridade
A grande felicidade que senti
É que consegui sentir e ver quem iluminava
E para mim é tudo o que mais posso agradecer...
A não ser ter amigos assim...
ILUMINADOS...
Emergi de novo para aqui.
Ai! que bom! Regressei com uma suavidade.
Ontem senti-me tão esquisita
Como se sentisse um medo profundo de andar por aqui
Não é assim tão simples vivenciar e sentir
Tanta transformação
Tanta turbulência
Tanta incerteza...
Ora que mais dá
Não controlo nada
Por mais que assim o ache
Hoje sei que nada muda
Nada se transforma só porque eu quero...
Ora estou mais tranquila
Mais segura
Porque me seguro a ti
Os pés temem caminhar
As mãos temem mexer-se
Tudo se teme e treme dentro do meu coração
Às vezes sinto-o gelado
E parece que tenho vontade do guardar assim
Porque se ausenta toda a emoção
Não se ausenta definitivamente
Bloqueia-se por uns tempos
E quando volta a descongelar lá está a emoção
Porque não tenho poder para nada
O poder que julgava possuir teima sempre em me destruir e arrasar
O que de mais puro reconheço existir no meu ser.
Ai Deus
Ai ...
Sabes tenho que falar mais contigo
Porque parece que me trazes o reconhecimento de casa
Queres e falas comigo
Mas agora tapo os ouvidos
Com medo de nada merecer...
Ego e mais ego...
Será que sou assim tão importante para não merecer...
Vitimizo-me centrando e tornando-me o centro...
Baralhada
Mas segura de tudo o que me dizes e trazes
Que loucura!
Dizer-te isto...
Antigamente auto punia-me
Achava que atingia assim a luz
Ou melhor que realçava a minha luz...
Mais mecanismos e mecanismos
Sempre inventei mecânicas de fuga...
Desde pequenina era perita nesses arranjos superfulos....
Ai ai ai...
Quando é que ganharei juízo?
Nunca...
A minha essência é a maior das loucuras...
Mais me vale brincar com ela e senti-la.
Chegou a hora de recomeçar de novo...
A tanto...
Universo infantil e básico...
Que tudo trazes e tudo dás...
Hoje tenho estado em reflexão e li um texto que me trouxe para aqui:
Que me podes oferecer para me trazeres de novo para a vida?
Que me podes ensinar para não voltar a ter estes pensamentos recorrentes?
Caminho por uma estrada que nunca mais acaba, logo nunca consigo chegar. Porque nunca se chega, nunca se sabe onde se vai parar, tudo é uma incógnita.
As lágrimas caiem e eu não consigo erguer-me sem trazer registos passados.
Não sei quanto mais aguento por aqui, onde sopram risos e símbolos de tanta emoção. Sinto um aperto no coração e estou estatelada em frente a uma montra onde reinam reflexos de moda. O que está na moda será o que sinto? Será uma energia colectiva que me influencia e me arranca para as entranhas das profundezas.
Podes trazer-me para a vida? Podes ajudar-me a continuar nesta jornada? Podes fazer de mim um nada, para voltar a viver?
Quem pode ou não pode?
Tu ou outra qualquer.
Estás deprimida, estás a alimentar uma energia que não é a tua. Sabes disso, pois sabes, mas não consegues sair. Dá um tempo a ti própria e agora vai e vive com toda a intensidade com que nasceste. Vais ver que também não a perdeste.
Tudo é uma mera ilusão. Nada te prende porque vives a vida que é para ti... Só e mais nada.
Lembras-te quando brincavas e aconchegavas as roupas para chegares a casa...
Meia despenteada, meia encantada com a vida de criança, sonhavas acordada ser assim feliz...
Meio estremunhada com as alienações que sofrias...
Abrias os olhos, escancaravas as palavras que nunca chegavam a soar...
Porque as controlavas com a tua experiência remota e infantil...
Tinhas um berço cor de rosa, cheio de amor e carinho. Nunca o quiseste guardar, porque dizias que eram tempos já idos. Que cada passo que se dá é um novo caminho...
Apregoavas descontentamento com o sofrimento que observavas...
Ignorantes acham que não percebes nada. Como pode isto estar a acontecer, não falo, só choro, mas por favor não me façam sofrer...
Eu não quero ouvir as vossas crianças adultas... Não quero entender o que sempre entendi.
Apetece-me fechar os olhos e adormecer para sempre a ver-te assim tão brilhante e tão amigo...
Com barbas ou sem barbas não quero ver a aparência exterior, só sentir o perfume quente que sai do teu coração. Podes tirar-me daqui? Podes?
Deixo-te de ouvir sempre que te pergunto alguma coisa...
Ultimamente é assim...
Não tiras... Nunca tiraste?
Talvez tenha que vivenciar até ao fim, o que não transformei...
Vou calçar os sapatos, buscar a mala e vou trabalhar...
Está na hora de crescer...
Porque a noite cai aqui...
Vou levar-te a passear em sonhos velozes, para a noite não demorar muito tempo...
(Deixo aqui uma canção dos Quinta do Bill, que gosto muito... Enquanto escrevia este texto, estava a ouvir este "Dizer adeus"... E resolvi fazer este video rapidamente, pois no youtube não encontrei esta musica...).
Estava aqui a pensar, a sentir as saudades a chegar...
Ainda não passou muito tempo, mas existem momentos tão felizes que parecem uma eternidade o seu afastar no tempo.
Sinto-me a chorar internamente... Não estou triste, não estou contente, talvez esteja apreensiva comigo mesma.
Como poderei sentir este turbilhão em mim, de vivacidade e ao mesmo tempo de incerteza, com tantas certezas que me dás e me deleitas nessas imagens que construo internamente.
Não sei de onde vem tanta loucura e tanto amor... Um amor Universal que hoje vivêncio a cada instante... E sempre neguei a sua existência.
O mar... Ai! O Mar! É tudo para mim, é o leito de meditação onde me sento e flutuo, sentindo-me renascer...
Renovar...
A espuma que vem e se entrega às marés fugidias que temem em ficar, com receio da mão do homem, que tudo desvia e em tudo quer governar.
Reparo que estou a falar sozinha, porque ali naquele azul existem pedaços de vidas, de noites mal dormidas, de loucuras apetecidas, de tudo o que a criatividade e a experiência aviva...
Oh que pena não poder permanecer ali a regalar a alma...
A senti-la enaltecer a sua existência e a sua escolha aqui...
A luz está a invadir-me e a conchegar-me, a preparar-me para voltar...
Não sei quando volto...
Mas estou desejosa de subir para abraçar a Lua e a TI...
E ficar sepultada eternamente no mar...
Ou na estrada...
Ou num caminho que a minha alma traçou...
Estou quase a ir...
Sei que vou...